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terça-feira, agosto 24, 2010


| noite de lua cheia | vinhais | agosto 2010 |

segunda-feira, dezembro 28, 2009

domingo, novembro 08, 2009

De olhos vidrados

Revi ontem à noite as imagens da tomada das fronteiras em Berlim e consequente destruição do muro nos dias seguintes.

Dou aqui o meu pequeno contributo para que um dia, uma pesquisa no google pela palavra cretino, tenha como resultado o avante.


| para os lados de penhas juntas | vinhais | outubro | 2009 |

quinta-feira, novembro 05, 2009

Roxo e não lilás.

Hoje apetecia-me deixar aqui um elogio a um dos nossos mais notáveis deputados. Mas lembrei-me depois que é mais fácil andar por aí a depreciar deputadas. Tão fácil como andar a bater em velhinhos. Mas nem uma coisa nem outra fazem o meu estilo.

Hoje deito-me cedo. Mais ou menos.



| sala roxa | casa da música | porto | novembro | 2009 |

domingo, maio 31, 2009

O génio dos 90 - XI

1993 - É publicada pelo EZLN, a primeira declaração da selva Lacandona, um movimento que enfrentava a ditadura mexicana e inaugurava o século XXI, rompendo com discursos e práticas hegemónicas na esquerda.


| 41º10'16''N | 8º35'18''W | porto | 2007 |

quinta-feira, maio 07, 2009

O erro de amostragem.

O segundo quadrante do ue profiler, no respeitante a Portugal parece um deserto. Eu caí aí, coitadinho de mim. :)


| outão | setúbal | abril 2009 |

quarta-feira, abril 29, 2009

Querida geração de Abril.

Querida geração de Abril,
é inevitável olhar para vocês que hoje têm mais de cinquenta anitos e pensar neste país que nos deixaram. Não fosse a vossa geração e uma série de coisas talvez fossem um pouco diferentes. Os direitos democráticos, as eleições livres, as organizações sindicais, a escola pública, o serviço nacional de saúde, os feriados de Abril e Maio e até mesmo a liberdade (que como sabem é a amiga baixinha e chata da Mafalda).

É natural que o tempo esmoreça ânimos, relativize convicções e esqueça velhas quezílias. Os processos revolucionários são dados a posições definitivas, a zangas sérias, a reacções no calor do momento. O tempo parece que acelera nessas alturas. Claro, o tempo, é afinal relativo.

E por isso, meus queridos, vocês que fizeram Abril de vez em quando olham para o país e têm uma certa nostalgia. Há inúmeros casos, mas vejam só como os vossos filhos e os vossos netos são sujeitos a situações abusivas por parte de quem, no poder público, mais responsabilidades tem na protecção da sua dignidade.

E ao olhar para os vossos filhos, que nunca mais saem de casa, sentem - estou certo - alguma dor por pensar que o seu mérito é descartável, que as suas competências não são reconhecidas e que por uma linha de currículum são obrigados a trabalhar de graça (no vosso tempo chamava-se a isso escravatura) e quando têm linhas a mais no currículum são obrigados a escondê-las para que não os considerem "desmotivados" no desempenho de funções menores.

Os vossos filhos estão a um passo de não saber o que é a segurança social, apesar de saberem exactamente o que é um recibo verde, um trabalho temporário ou estágio não remunerado. Quando nascem os vossos netos, os vossos filhos não podem ficar em casa. Recibos verdes. Quando estão doentes não podem ficar de baixa. Estagiários. Quando querem comprar casa precisam de fiadores. Bolseiros.

Querida geração de Abril, vocês hoje são gestores de empresas, ministros e secretários de estado. São directores de serviço, chefes de unidade e administradores públicos. São dirigentes sindicais, deputados e presidentes de junta. São donos de cafés, quiosques e sapatarias. Têm uma casa ou duas, dois carros ou três, três telemóveis ou quatro. É verdade que alguns trabalharam a vida toda e a única política que tiveram foi o trabalho. Hoje têm que trabalhar até aos 65 anos. Outros encostaram-se a este e àquele, lamberam as botas a uns e foram lambidos por outros. Tocaram guitarra nos 70, enganaram a CEE nos anos 80 e fugiram aos impostos nos 90. Alguns já estão reformados e outros estão a ser lixados. Todos sempre gostaram de discutir futebol à segunda-feira de manhã. Votaram na esquerda moderada nas sindicais, no centro moderado nas deputais, e na direita moderada nas presidenciais.

Compreendo que quando às vezes olham para os vosso filhos, fiquem um pouco surpreendidos por eles não saberem bem como era a vida antes de 1974. Os vossos filhos não sabem as dificuldades porque vocês tinha que passar. Às vezes, querida geração de Abril, vocês sentem uma certa ingratidão e incompreensão, não é?

Pois é.

Querida geração de Abril, a questão é que em grande medida, estamos fartos de ser os vossos filhos.



| o eterno retorno | entroido | laza | 2009 |

quarta-feira, março 25, 2009

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

O génio dos 90 - I

Esta série é uma espécie de ressaca da minha adolescência tardia. A ideia surgiu com uma provocação. Disseram-me: "os 90 são a pior década de sempre relativamente a quase tudo". Vou desmenti-lo. Devagarinho.

Começo pelo cinema.

Segredos e Mentiras, do Mike Leigh.


| atrás do autocarro | porto | janeiro 2009 |

quarta-feira, novembro 05, 2008

O contrário da violência.

Há coisas que leio com imenso gosto...

«Em grandes traços, as soluções passam, em primeiro lugar, por saber gerir a violência não só para o exterior do movimento (forças de segurança, autoridades, etc...) mas também para o seu interior (algo muito menos julgado frequentemente, pelos níveis de sexismo, agressividade e outras formas de violência visível nos espaços do movimento).
Em segundo lugar, há que combater a violência com o seu único antídoto: o humor. Ao contrário do que é costume pensar, o contrário da violência não é a paz mas o humor. Os activistas com tendência para a violência têm personalidades mais propícias ao drama que ao humor. Para gerir a violência faz falta ler muito menos o «Que fazer?» e ver muito mais os Monty Python.»

Tradução minha.


| pico | junho 2006 |