| A sério que somos felizes | Teatro Amador de Ciências | Porto | 2004 |
quinta-feira, agosto 12, 2004
O comentário possível.
Uma viagem começa sempre em casa.
| A sério que somos felizes | Teatro Amador de Ciências | Porto | 2004 |
| A sério que somos felizes | Teatro Amador de Ciências | Porto | 2004 |
terça-feira, agosto 10, 2004
Qué?
Em 1980 os Clash publicam no seu album Sandinista a música Washington Bullets. Ouço-a 24 anos depois e pergunto-me se daqui a 24 anos poderei estar a referir-me ao Fahrenheit 9/11, como se se tratasse de uma peça arqueológica, para reflectir sobre as evidências da actualidade política internacional.
Oh! Mama, Mama look there!
Your children are playing in that street again
Don't you know what happened down there?
A youth of fourteen got shot down there
The Kokane guns of Jamdown Town
The killing clowns, the blood money men
Are shooting those Washington bullets again
As every cell in Chile will tell
The cries of the tortured men
Remember Allende, and the days before,
Before the army came
Please remember Victor Jara,
In the Santiago Stadium,
Es verdad - those Washington Bullets again
And in the Bay of Pigs in 1961,
Havana fought the playboy in the Cuban sun,
For Castro is a colour,
Is a redder than red,
Those Washington bullets want Castro dead
For Castro is the colour...
...That will earn you a spray of lead
For the very first time ever,
When they had a revolution in Nicaragua,
There was no interference from America
Human rights in America
Well the people fought the leader,
And up he flew...
With no Washington bullets what else could he do?
'N' if you can find a Afghan rebel
That the Moscow bullets missed
Ask him what he thinks of voting Communist...
...Ask the Dalai Lama in the hills of Tibet,
How many monks did the Chinese get?
In a war-torn swamp stop any mercenary,
'N' check the British bullets in his armoury
Qué?
Sandinista!
| Chapéu de Palha | Fisgas do Ermelo | Julho 2004 |
Oh! Mama, Mama look there!
Your children are playing in that street again
Don't you know what happened down there?
A youth of fourteen got shot down there
The Kokane guns of Jamdown Town
The killing clowns, the blood money men
Are shooting those Washington bullets again
As every cell in Chile will tell
The cries of the tortured men
Remember Allende, and the days before,
Before the army came
Please remember Victor Jara,
In the Santiago Stadium,
Es verdad - those Washington Bullets again
And in the Bay of Pigs in 1961,
Havana fought the playboy in the Cuban sun,
For Castro is a colour,
Is a redder than red,
Those Washington bullets want Castro dead
For Castro is the colour...
...That will earn you a spray of lead
For the very first time ever,
When they had a revolution in Nicaragua,
There was no interference from America
Human rights in America
Well the people fought the leader,
And up he flew...
With no Washington bullets what else could he do?
'N' if you can find a Afghan rebel
That the Moscow bullets missed
Ask him what he thinks of voting Communist...
...Ask the Dalai Lama in the hills of Tibet,
How many monks did the Chinese get?
In a war-torn swamp stop any mercenary,
'N' check the British bullets in his armoury
Qué?
Sandinista!
| Chapéu de Palha | Fisgas do Ermelo | Julho 2004 |
terça-feira, agosto 03, 2004
Copyleft
A divulgação da fotografia amadora é em Portugal algo de inexistente. Quando comparada com a poesia, a escrita, a banda desenhada ou outras formas expressivas, verifica-se que nem sequer um circuito de distribuição de publicações alternativas existe. Observando aquilo que se passa na web o panorama é um pouco diferente.
Várias linhas podem ser encontradas, desde os sites pessoais onde diversos fotógrafos amadores e profissionais expõem os seus trabalhos, passando por portais interactivos (fotoalternativa, escrita com luz, fotojornalismo) que funcionam como mecanismos de colaboração, de exploração, experimentação e exposição de trabalhos. Para muita gente, tal como para mim, estes contactos e estas experiências são determinantes na procura de uma linha, de uma abordagem, de aperfeiçoamento técnico mas também como forma de cooperação e de conhecimento com gente que partilha a mesma paixão.
A inexistência de publicações de divulgação de fotografia ou até de mecanismos cooperativos entre fotógrafos é sintomático da lógica de funcionamento vigente. Uma lógica empresarial e comercial. Se excluirmos os nomes sonantes da fotografia (eles próprios já um sub-produto comercial) os próprios profissionais estão de alguma forma limitados na divulgação dos seus trabalhos a meia dúzia de concursos e/ou espaços. O facto de qualquer publicação que envolva fotografia exigir uma qualidade de impressão satisfatória faz crescer os custos e limita as possibilidades de criação de circuitos não comerciais. Quem quer que queira fazer algo mais coerente ou tem massa ou tem muito que foçar, lamber cús e pedir esmola...
A divulgação da fotografia amadora pode subverter esta lógica. Fazer com que criemos um mecanismo de divulgação que apoie e/ou seja apoiada numa rede de publicações alternativas, amadoras, jornais universitários, fanzines, publicações virtuais ou o que fôr.
Criando um movimento de fotógrafos que coloque as suas imagens no domínio do copyleft (por oposição ao copyright) é algo de fundamental. A discussão é complexa, tem muitos nuances mas significaria basicamente que as fotos não podem ser usadas com fins comerciais e podem ser usadas desde que seja sempre mencionado o autor e desde que o resultado desse uso caia também no domínio do copyleft. É um efeito de espiral e de apoio mútuo, onde os direitos são sempre guardados pelos autores, proibindo-se no entanto a rapina.
Uma explicação simples destas regras pode ser consultada no site da creative commons.
| sei de quem são as mãos | sei o local | não sei a data |
Várias linhas podem ser encontradas, desde os sites pessoais onde diversos fotógrafos amadores e profissionais expõem os seus trabalhos, passando por portais interactivos (fotoalternativa, escrita com luz, fotojornalismo) que funcionam como mecanismos de colaboração, de exploração, experimentação e exposição de trabalhos. Para muita gente, tal como para mim, estes contactos e estas experiências são determinantes na procura de uma linha, de uma abordagem, de aperfeiçoamento técnico mas também como forma de cooperação e de conhecimento com gente que partilha a mesma paixão.
A inexistência de publicações de divulgação de fotografia ou até de mecanismos cooperativos entre fotógrafos é sintomático da lógica de funcionamento vigente. Uma lógica empresarial e comercial. Se excluirmos os nomes sonantes da fotografia (eles próprios já um sub-produto comercial) os próprios profissionais estão de alguma forma limitados na divulgação dos seus trabalhos a meia dúzia de concursos e/ou espaços. O facto de qualquer publicação que envolva fotografia exigir uma qualidade de impressão satisfatória faz crescer os custos e limita as possibilidades de criação de circuitos não comerciais. Quem quer que queira fazer algo mais coerente ou tem massa ou tem muito que foçar, lamber cús e pedir esmola...
A divulgação da fotografia amadora pode subverter esta lógica. Fazer com que criemos um mecanismo de divulgação que apoie e/ou seja apoiada numa rede de publicações alternativas, amadoras, jornais universitários, fanzines, publicações virtuais ou o que fôr.
Criando um movimento de fotógrafos que coloque as suas imagens no domínio do copyleft (por oposição ao copyright) é algo de fundamental. A discussão é complexa, tem muitos nuances mas significaria basicamente que as fotos não podem ser usadas com fins comerciais e podem ser usadas desde que seja sempre mencionado o autor e desde que o resultado desse uso caia também no domínio do copyleft. É um efeito de espiral e de apoio mútuo, onde os direitos são sempre guardados pelos autores, proibindo-se no entanto a rapina.
Uma explicação simples destas regras pode ser consultada no site da creative commons.
| sei de quem são as mãos | sei o local | não sei a data |
segunda-feira, agosto 02, 2004
Voyeur de olhos fechados
É o observar da intimidade que define o voyeur.
No entanto não é essa exposição pública que me atormenta. O que verdadeiramente me atormenta é fotografar de olhos fechados. Por momentos esqueci-o.
| O armário da Tia Lídia | Trás-os-Montes | Julho 2004|
No entanto não é essa exposição pública que me atormenta. O que verdadeiramente me atormenta é fotografar de olhos fechados. Por momentos esqueci-o.
| O armário da Tia Lídia | Trás-os-Montes | Julho 2004|
quinta-feira, julho 29, 2004
Interior
De 1 de Julho a 29 de Agosto, em Podence (Concelho de Macedo de Cavaleiros) na Casa do Careto pode ser visitada a minha exposição e do António Paulo Duarte. É uma variação da mesma exposição que esteve no JUP, no Porto. Não vale a pena ir lá de propósito, a menos que queiram encher o bandulho com uma boa posta à Mirandesa.
;)
| Carnaval | Podence | Fevereiro 2004 |
;)
| Carnaval | Podence | Fevereiro 2004 |
segunda-feira, julho 26, 2004
Copyleft
Fazer uma fotografia, publicar um texto ou escrever um programa de computador implica sempre (pelo menos) um autor que em nome deste seu acto maternal de criar algo, deseje ver consagrados alguns direitos. Como é natural diferentes pessoas guardam sobre os seus direitos diferentes visões e diferentes entendimentos.
A forma como estes direitos ganham corpo de lei faz com que sejam entendidos de forma absoluta, ou seja, é o estado quem determina os "direitos" existentes sobre as obras, ainda que os autores discordem desses mesmos "direitos". Um exemplo acabado do que referi é a norma imposta pela comissão europeia às Bibliotecas Públicas, exigindo a cobrança de taxas pelo empréstimo domiciliário das obras.
O que casos como este tornam evidente é que os direitos de autor são em geral os direitos das editoras que controlam os circuitos de distribuição e a cadeia de valor do chamado mercado cultural. Em circunstância alguma os "autores" são chamados no que diz respeito a estas regras impostas por uma lógica de propriedade intelectual que nega o saber colectivo, a circulação livre de ideias (e portanto de forma não taxada) dentro de uma sociedade e em que os próprios autores tenham o direito de abdicar de determinados "direitos", abdicando por exemplo da crença neoliberal em que o conhecimento (e sobretudo o acesso a ele) é uma mercadoria.
São grandes grupos editoriais, que agrupam televisões, jornais, editoras discográficas e livreiras (os produtores de "conteúdos"), empresas de telecomunicações e de dados (os distribuidores de "conteúdos") que consideram esta mercadoria como uma das mais valiosas e entre aquelas que mais deve ser protegida, de todas as formas possíveis. Seja criando legislação mais e mais restritiva (vide as patentes de software na europa), seja criando mecanismos que bloqueiem as redes de partilha existentes entre utilizadores - onde o caso mais famoso é o do napster. A tudo isto não será certamente alheia a concentração voraz que se verifica nestes meios nem o apetite dos mercados financeiros em tornar estes grupos os centros da especulação do sec. XXI.
Não vale sequer a pena pensar em gigantes como a Time-Warner. À dimensão portuguesa meia dúzia de grupos concentram nas suas mãos praticamente todos os meios de comunicação social e as infraestruturas de comunicação:
A Impresa (de Pinto Balsemão do PSD), detêm o Expresso, a Sic, Visão, Blitz, etc...
A Media Capital (do actual Ministro do Ambiente, Nobre Guedes, do CDS-PP) que detem a TVI, a rádio Comercial, Radio Cidade, Radio Clube Português, o IOL e (lembram-se?) comprou a rádio VOXX para acabar com ela...
O Grupo PT (controlado maioritariamente pelo Governo, pelo BES e pela Telefónica) que detem o JN, o DN, a TSF, o 24 Horas, o Sapo, a Telepac...
A Sonae.com (de Belmiro de Azevedo): Público, Novis, Miau, Clix, Optimus...
| Extintor Branco | Serralves | Março 2004 |
A forma como estes direitos ganham corpo de lei faz com que sejam entendidos de forma absoluta, ou seja, é o estado quem determina os "direitos" existentes sobre as obras, ainda que os autores discordem desses mesmos "direitos". Um exemplo acabado do que referi é a norma imposta pela comissão europeia às Bibliotecas Públicas, exigindo a cobrança de taxas pelo empréstimo domiciliário das obras.
O que casos como este tornam evidente é que os direitos de autor são em geral os direitos das editoras que controlam os circuitos de distribuição e a cadeia de valor do chamado mercado cultural. Em circunstância alguma os "autores" são chamados no que diz respeito a estas regras impostas por uma lógica de propriedade intelectual que nega o saber colectivo, a circulação livre de ideias (e portanto de forma não taxada) dentro de uma sociedade e em que os próprios autores tenham o direito de abdicar de determinados "direitos", abdicando por exemplo da crença neoliberal em que o conhecimento (e sobretudo o acesso a ele) é uma mercadoria.
São grandes grupos editoriais, que agrupam televisões, jornais, editoras discográficas e livreiras (os produtores de "conteúdos"), empresas de telecomunicações e de dados (os distribuidores de "conteúdos") que consideram esta mercadoria como uma das mais valiosas e entre aquelas que mais deve ser protegida, de todas as formas possíveis. Seja criando legislação mais e mais restritiva (vide as patentes de software na europa), seja criando mecanismos que bloqueiem as redes de partilha existentes entre utilizadores - onde o caso mais famoso é o do napster. A tudo isto não será certamente alheia a concentração voraz que se verifica nestes meios nem o apetite dos mercados financeiros em tornar estes grupos os centros da especulação do sec. XXI.
Não vale sequer a pena pensar em gigantes como a Time-Warner. À dimensão portuguesa meia dúzia de grupos concentram nas suas mãos praticamente todos os meios de comunicação social e as infraestruturas de comunicação:
A Impresa (de Pinto Balsemão do PSD), detêm o Expresso, a Sic, Visão, Blitz, etc...
A Media Capital (do actual Ministro do Ambiente, Nobre Guedes, do CDS-PP) que detem a TVI, a rádio Comercial, Radio Cidade, Radio Clube Português, o IOL e (lembram-se?) comprou a rádio VOXX para acabar com ela...
O Grupo PT (controlado maioritariamente pelo Governo, pelo BES e pela Telefónica) que detem o JN, o DN, a TSF, o 24 Horas, o Sapo, a Telepac...
A Sonae.com (de Belmiro de Azevedo): Público, Novis, Miau, Clix, Optimus...
| Extintor Branco | Serralves | Março 2004 |
quarta-feira, julho 21, 2004
Disse há pouco a um amigo.
É uma puta de sensação de impotência a de não se ter tempo sequer para reflectir sobre aquilo que se faz. Longe de mim considerar estas fotos muito importantes, mas pelo menos chegar a essa conclusão depois de olhar para elas com olhos de ver.
| A Lena tem, desde a infância, pavor aos caretos | Podence | Fevereiro 2004 |
| A Lena tem, desde a infância, pavor aos caretos | Podence | Fevereiro 2004 |
sábado, julho 17, 2004
Creio que nunca visitarei Lhasa.
«Aquele que viaja sem encontrar o outro não viaja, desloca-se. »
Alexandra David-Neel
| Carolina comendo maçã | rolo estragado por água quente | Trás-os-Montes | Fev 2004 |
Alexandra David-Neel
| Carolina comendo maçã | rolo estragado por água quente | Trás-os-Montes | Fev 2004 |
quarta-feira, julho 14, 2004
Desconforto
É natural pensar na fotografia como uma forma de comunicação como qualquer outra, onde está envolvido um emissor e um receptor. Entre quem fotografa e quem observa uma imagem há uma distância que é física e temporal. Mas é também uma distância de interpretação e de entendimento, que é também uma distância de vivências. Nesse sentido o fotógrafo é um receptor especial da sua própria mensagem e em grande medida alguém que faz uma leitura das suas imagens diferente dos restantes.
Entendo isto como uma dificuldade quando procuramos prever qual a reacção que tal ou tal imagem provocará em quem as observa. É difícil tentar adivinhar a reacção, as interpretações e as emoções que alguém experimentará. Mas mais difícil é ao fotógrafo alhear-se da sua própria experiência pessoal e abstrair-se do momento que viveu, daquilo que sentiu e das recordações que a própria imagem lhe proporciona.
E é isso que me causa esta imagem. Um enorme desconforto. Outros verão nela outras coisas.
| Filho de Vendedores Ambulantes | Trás-os-Montes | 2004 |
Entendo isto como uma dificuldade quando procuramos prever qual a reacção que tal ou tal imagem provocará em quem as observa. É difícil tentar adivinhar a reacção, as interpretações e as emoções que alguém experimentará. Mas mais difícil é ao fotógrafo alhear-se da sua própria experiência pessoal e abstrair-se do momento que viveu, daquilo que sentiu e das recordações que a própria imagem lhe proporciona.
E é isso que me causa esta imagem. Um enorme desconforto. Outros verão nela outras coisas.
| Filho de Vendedores Ambulantes | Trás-os-Montes | 2004 |
quarta-feira, julho 07, 2004
Wu Ming
Direitos
O narrador que cumpra com o dever de refutar os estereotipos citados tem direito a ser deixado em paz por aqueles que enchem os seus bolsos propagando-os (cronistas da sociedade, papparazzis culturais, etc...). Qualquer estratégia de defesa das intrusões deve basear-se em não secundar a lógica. Em resumo, quem queira fazer-se divo, posando em insulsas sessões fotográficas ou respondendo a perguntas sobre qualquer tema, não tem nenhum direito a lamentar-se pelas intrusões.
O narrador tem direito a não aparecer nos meios de comunicação. Se um picheleiro decide fazê-lo, ninguém o atira à cara nem o acusa de snobismo.
O narrador tem o o direito de não converter-se num animal amestrado de salão ou num gossip literário.
O narrador tem o direito de não responder a questões que não considere pertinentes (vida privada, preferências sexuais e gastronómicas, costumes, etc...)
O narrador tem o direito de não se fingir especialista em qualquer assunto.
O narrador tem o direito de opôr-se com a desobediência civil às pretensões de quem (editores incluídos) queira privá-lo dos seus direitos.
Wu Ming
Verão de 2000.
| Carnaval | Podence | Fevereiro 2004 |
O narrador que cumpra com o dever de refutar os estereotipos citados tem direito a ser deixado em paz por aqueles que enchem os seus bolsos propagando-os (cronistas da sociedade, papparazzis culturais, etc...). Qualquer estratégia de defesa das intrusões deve basear-se em não secundar a lógica. Em resumo, quem queira fazer-se divo, posando em insulsas sessões fotográficas ou respondendo a perguntas sobre qualquer tema, não tem nenhum direito a lamentar-se pelas intrusões.
O narrador tem direito a não aparecer nos meios de comunicação. Se um picheleiro decide fazê-lo, ninguém o atira à cara nem o acusa de snobismo.
O narrador tem o o direito de não converter-se num animal amestrado de salão ou num gossip literário.
O narrador tem o direito de não responder a questões que não considere pertinentes (vida privada, preferências sexuais e gastronómicas, costumes, etc...)
O narrador tem o direito de não se fingir especialista em qualquer assunto.
O narrador tem o direito de opôr-se com a desobediência civil às pretensões de quem (editores incluídos) queira privá-lo dos seus direitos.
Wu Ming
Verão de 2000.
| Carnaval | Podence | Fevereiro 2004 |
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