domingo, setembro 09, 2007

Dia 3.2

Da noite, elenco as minhas impressões por ordem de importância:

1- Ainda o calor. Milhões de mosquitos febris e famintos descarregam sobre as minhas pernas a sua natureza. Mato uns quantos, mas a batalha é desigual. Guardarei de Plovdiv recordações para uns dias.


| centro de plovdiv | à noite | junho de 2007 |

2- Há muito que não me sinto missionário das minhas próprias opiniões. Sobretudo não me sinto refém de grandes certezas quando efectivamente não as tenho. Ao jantar, abandono um amigo entregue ao seu próprio monólogo sobre a capacidade de acção para mudar a política mundial. Creio que isso é aos seus olhos mais grave do que defender a tese oposta. Na verdade naquele momento preocupavam-me mais os mosquitos.

3- Há quem se aperalte para a noite com t-shirt de marca. Eu tiro da mala a primeira coisa que me vem à mão. Durante a noite perguntam-me o que tenho escrito ao peito. Olho para mim próprio e vejo que proclamo em castelhano solidariedade com os indígenas Guatemaltecos Há quem se ria com a ironia. Nada posso fazer. Sempre achei uma estupidez o fétiche de vestir roupa de marca apenas pelo estatuto que implicitamente ela daria. A verdade é que a minha t-shirt nada fará para ajudar quem quer que seja na Guatemala, ainda assim, serve-me para excretar alguma bílis.

4- Durmo despido num quarto que continua abafado, mesmo com o ar condicionado ligado. De manhã olho para o chuveiro: não é mais que um ralo ao lado da sanita. Adoro os balcãs.


| um atleta | plovdiv | junho de 2007 |

segunda-feira, setembro 03, 2007

Dia 3.1

Tenho um certo fascínio por segundas cidades. Primeira coisa: o que é isso das segundas cidades? Uma segunda cidade é digamos Montreal em vez de Toronto. Ou Santiago em vez de Havana. O fascínio nem é sequer por segundas cidades. Também tenho fascínio por terceiras e quartas cidades. É Lyon em vez de Paris. É Compostela em vez de Madrid. Ou no que diz respeito à música, Manchester em vez de Londres.



| Plovdiv | Bulgária | 2007 |


As capitais são chatas. O próprio conceito de capital é chato. Andava eu ainda na escola preparatória e era pelo menos assim que anuia com uma pichagem anarquista perto de casa: "nem estado nem capital". Mais tarde viria a perceber com um sorriso o sentido exacto da frase.

E era assim com algum encanto que partia para Plovdiv. Os preconceitos não são sempre negativos, podem dar-nos algum optimismo. O encanto desvaneceu-se logo à entrada da cidade e a viagem seguiu imediatamente caminho em direcção a sul. Ali haveríamos de dormir, por isso nada de pressas.


| Plovdiv | Bulgária | 2007 |

A sul encontramos o castelo de Asen. É uma das fortalezas históricas do país. À entrada de uma passagem na cadeia balcânica, hoje pouco mais não é do que uma pequena torre de menagem onde ondula uma grande bandeira.


| Asen | Bulgária | 2007 |

Os dias começam-se a repetir. Visitámos um velho mosteiro ortodoxo em Bachkovo. Este bem mais decadente que o de Rila. Ao entrar em igrejas, mosteiros, mesquitas e quejandos fico automaticamente com uma sensação de grande inibição e de um estranho desconforto que me obriga a sussurrar em vez de falar normalmente. Sou ateu mas enfim... O cheiro enjoativo a incenso misturado com a bosta (!!!) dos animais que vivem ao lado da capela deixam-me com mais vontade de sair dali.

Mas a melhor repetição é o banho tomado no meio de um rio que corria vivo montanha abaixo. A praia improvisada não serve sequer para pousar uma carteira no chão, mas ainda assim entro com grande gosto pela água dentro, não sem antes ter trocado umas palavras com o velhote que já lá estava dentro e que parecia um antigo campeão de halterofilismo. Mais uma vez fico com a sensação que os búlgaros percebem perfeitamente o português.


| ainda asen | bulgária | 2007 |

domingo, setembro 02, 2007

Dia 3.0

Directos a Koprivshtitza. Começava o zapping. Cidade encravada no meio de uma zona montanhosa, fica longe das principais estradas que atravessam a Bulgária longitudinalmente. Aqui começou uma das sublevações contra o império-otomano. A paisagem tem algo de alpino. A cidade em si é pouco mais que uma aldeia grande. As casas são em madeira e por vezes pintadas de uma forma pouco habitual aos meus olhos. Não há em lado nenhum os prédios em betão que enchem a paisagem de qualquer cidade búlgara, das pequenas às maiores. Isso por si só é já algo de muito exótico.


| Копривщица | vista de cima | claro | bulgária | Junho de 2007 |

Como é habitual em viagens "turísticas" não há grande contacto com as pessoas da terra. O dia de calor não ajuda e provavelmente está toda a gente em casa. A excepção são os jardineiros que se riem muito quando deles aproximo a lente. Dirigem-se a mim em Búlgaro e respondo no português mais perfeito que consigo. A hora da refeição serve para ganhar coragem para o passeio a pé debaixo de uma tisneira terrível. Para a mesa vem algo ainda mais terrível, um dos pratos típicos da Bulgária: sopa de tripas. O cheiro é insuportável e estaria disposto a apostar que a malga voltaria para cozinha tal como tinha sido pousada na mesa. A verdade é que não e há mesmo quem consiga comer aquilo - que não eu, claro.


| a sopa de tripa | é mesmo tripa | juro | Копривщица | bulgária | junho de 2007 |


Apesar da proximidade com a Roménia, por cá não há Dacias, a não ser alguns (poucos) Logans. Ainda assim é a pensar em Dacias que fotografo um Lada. E já em casa ponho-me a sonhar: um Dacia em segunda mão deve ser uma coisa bem baratinha, não? E deixo deliberadamente de parte a questão de ter que o fazer viajar 2500km até Portugal. Isso sim, daria uma verdadeira crónica de viagem.


| mосквич | moskvitch | afinal não é bem um lada | Копривщица | bulgária | junho de 2007 |

sexta-feira, agosto 24, 2007

Dia 2.2

Era domingo no mundo. Tinhamos gente à nossa espera para jantar em Sofia. Contavam connosco a horas decentes. Eu não sei muito bem; a combinação não era comigo. De qualquer forma, à entrada de Sófia descobrimos aquilo que já sabiamos. Era domingo no mundo. Já estávamos atrasados, mais atrasados ficámos. Aos nossos olhos, a entrada rodoviária ao sul de Sófia, concentrava naquele momento muito mais que metade da população da cidade.

Estava muito calor. Suei muito é evidente. Mas naquela altura já só pensava em jantar e em conversar um pouco com quem nos convidava. Mas as donzelas que comigo estavam pensavam noutras coisas. Tinham acabado de tomar banho numa barragem ao sul de Sófia, depois de Samokov. Eu não os tinha acompanhado e, pela lógica, seria eu o mais necessitado de um banho. Nada disso. O chófer (eu próprio) teve que levar as donzelas respectivamente a casa e ao hotel.

Chegámos finalmente onde deviamos ter chegado duas horas antes. Quem nos esperava não estava com cara de muitos amigos. As explicações não convenceram. Como se poderia justificar o atraso com um banho tomado numa represa onde o lixo abunda nas margens e onde a água turva não inspira grande confiança...?


| banho domingueiro ao sul de sófia | entre samokov e sófia | bulgária | junho 2007 |

De Portugal trouxemos coisas para gostos diferentes. O último livro do Jorge Marmelo, uma bola e um boné da selecção. Ficaram em cima da mesa esquecidos no meio das conversas à volta de Portugal e da Bulgária. Fico a saber de viva voz como os vestígios da sociedade policial não desaparecem de um dia para o outro e de facto ainda não desapareceram. Nada que na verdade me surpreenda. Só alguém de má fé pode justificar um pintelho que seja do estalinismo.


| lembranças tremidas de portugal | sófia | bulgária |

quinta-feira, agosto 23, 2007

Dia 2.1

Não encontro um paralelo entre aquilo que é um mosteiro da igreja ortodoxa e algo que diga respeito à nossa realidade histórica e cultural. Os mosteiros na Bulgária (na Roménia é semelhante) estão metidos em locais de alta montanha, tipicamente longe de tudo e com um acesso que há uns anos atrás seria bem mais complicado que hoje. Os monges viviam [vivem] isolados de tudo e de forma aparentemente autónoma.

O mosteiro de Rila, o mais famoso de toda a Bulgária, em pleno mês de Junho ainda é tutelado por vestígios de neve no topo das montanhas. A arquitectura cheira já a qualquer coisa de bizantino. A mim em particular esse tipo de construção lembra-me Veneza.


| O mosteiro de Rila | Bulgária | Junho de 2007 |

Mas mais impressionante que tudo isso são os frescos. As cenas são muito coloridas e aquelas que retratam certas passagens bíblicas, representações do inferno ou determinados acontecimentos são particularmente grotescos.


| frescos | Rila | Bulgária | Junho de 2007 |

Neste mosteiro sente-se muito pouca religiosidade no ar. O que quer que isto signifique. Sei bem que a religiosidade não voa. Há magotes de turistas por todo o lado.

Mais importante que isso, recordo um dos ensinamentos de um dos grandes fotógrafos amadores portugueses: nunca menosprezar o potencial fotogénico de uma turista japonesa e do seu respectivo guarda-sol.

Olho para as notas que tomei nesse final de dia. «O mosteiro é impressionante. Não deu grandes fotos. Talvez algumas engraçadas a cores.» Ainda não revelei os filmes a preto e branco, mas a julgar por mim próprio, melhor que isto não deve haver. De qualquer forma a boa recordação deste dia são as filhoses quentes comidas à porta do mosteiro. Custaram 60 stotinki cada uma. Que dinheiro tão bem gasto...


| o potencial fotogénico da turista japonesa | Rila | Bulgária | Junho de 2007 |

Dia 2.0

Um casal de namorados nunca se conhece suficientemente bem. Não é por causa da névoa que provoca a paixão. É só porque as coisas são assim mesmo. No dia em que vão viver juntos, descobrem novas pessoas, com defeitos, tiques, rotinas e atitudes que se desconheciam.

Tal como um casal de namorados não se conhece suficientemente bem até partilhar uma casa, um grupo de amigos não se conhece suficientemente bem até passarem umas férias juntos. É aqui que se deixa de lado alguma da superficialidade que o convívio quotidiano, por mais que queiramos, tem.

"A" gosta de acordar cedo, tomar o pequeno almoço em menos de 15 minutos e fazer-se à estrada antes das nove da manhã. "B" gosta de se deitar às tantas da manhã, sem qualquer procupação com os planos para a manhã seguinte, apesar de ser o primeiro a acusar os restantes pelo atraso matinal. "C" depois do pequeno-almoço, precisa de cagar e fumar um cigarro - não necessariamente por esta ordem - coisa que faz sempre com a mesma calma, mesmo no meio de um tremor de terra. No percurso "A" gosta de conduzir devagar, com os vidros fechados e o ar condicionado ligado e parar muito raramente. "B" gosta de conduzir rapidamente, com os vidros abertos e parar de 20 em 20 minutos, alternadamente para comprar água e mijar. "C" prefere dormir e quando acorda pede estridentemente para comprar fruta, postais ou água de rosas num sítio qualquer.

O que é que define um grupo de amigos: terem a capacidade de olhar para isto tudo e rirem-se como uns perdidos de si próprios quando chegam com uma ou duas horas de atraso onde precisavam chegar mais cedo.

O risco de partir de férias com amigos é mais alto do que o pode parecer à primeira vista. Já sabia isto tudo, antes de tirar esta fotografia numa bomba de gasolina a caminho do mosteiro de Rila. Olhando para os meus amigos, considero-me um gajo com sorte.


| Mig Petrol | Bulgária | Junho 2007 |

domingo, agosto 19, 2007

Dia 1.5

Sempre que se viaje para oriente, é natural que um europeu se comece a sentir analfabeto no meio das ruas. Apesar de ainda estar na Europa, a Bulgária é o início do oriente. E eu, que sabia que ia conduzir, tratei de fazer bem o trabalho de casa e estudar o cirílico nos poucos tempos livres em que pude fazê-lo.

Não estava exactamente à espera de encontrar "Macdonald's" escrito em cirílico, tal como não esperava ver no Quebeque neons do "PFK". Pelo que percebo, na Bulgária toda a gente domina os dois alfabetos e, com a integração europeia, muitas das coisas aparecem escritas lado a lado na forma latina e na forma cirílica. A situação deve ser muito mais divertida na Ucrânia ou, evidentemente, na Rússia.


| americanices | sófia | junho de 2007 |

O P. chega nessa noite vindo de Portugal. No restaurante, às onze e meia da noite, depois de olhar para a lapela da empregada pede-me para ler o seu nome. Eu pareço uma criança de sete anos a soletrar as letras, mas acaba por me sair qualquer coisa com sentido: "Svetlana". Mas mais gozo ainda tinha eu ao ver as placas que marcavam Atenas, Skopie e Belgrado. Deixam-me um nervoso miudinho na ponta dos dedos.

Ponho-me a pensar que talvez seja melhor avisá-los: se um dia de manhã eu e o carro tivermos desaparecidos talvez seja melhor avisar directamente a polícia sérvia. Num ataque de sonambulismo (pelo menos seria esta a minha desculpa) tinha fugido para Nis...


| kulata - skopie - atina - kalotina - belgrad | sófia | junho 2007 |

sexta-feira, agosto 17, 2007

Dia 1.4

O protagonista do livro do Houellebecq não precisaria de ter ido até à Tailândia ou à América do Sul para ilustrar os paraísos do turismo sexual. No meio da rua, um engravatado mete conversa da forma mais imbecil e óbvia: pergunta-nos as horas. Já em Havana toda a gente me perguntava as horas a qualquer momento e em qualquer circunstância…

Não posso censurar o alcoviteiro. Ao longo da nossa viagem outros pensaram o mesmo. Três homens em viagem a sós pela Bulgária, só podem estar à procura de sexo. E muito. Não era bem o caso.

Em menos de três tempos tinha na minha mão um cartão com todas as informações úteis: um número de telefone, os preços e a garantia de controlo médico. Rimo-nos como uns perdidos ao ver que nos era proposta uma modalidade “non-stop”. A verdade é que uma mulher que nos fizesse estar acordados uma noite inteira não teria preço... Ultimamente, só uma tem essa capacidade e isso não tem nada a ver com sexo.


| o cartão non-stop | sófia | junho de 2007 |


Guardo o cartão na carteira e começo a deixar de reparar nas mini-saias que por mim passam a toda a hora. Não há mulheres vestidas com calças e muitas das jovens búlgaras são além de espampanantes, efectivamente muito bonitas. Penso na tragédia que é levar uma vida casta numa cidade como Sófia. Os níveis de hormonas no sangue podem atingir níveis tóxicos com facilidade. Lembro-me do Al Pacino no advogado do diabo: «Olha mas não toques. Toca mas não proves. Prova mas não engulas.»

Assisto pelo caminho a dois casamentos. Uma cerimónia religiosa ortodoxa, onde os noivos divertidos sorriem abertamente para um padrinho desajeitado que tem que trocar várias vezes coroas sobra as suas cabeças. Ao contrário das cerimónias católicas, os convidados parecem descontraídos e os sorrisos surgem com grande naturalidade.

Uma outra cerimónia no jardim do hotel, onde os convidados dançam música tradicional ao longo da piscina. Lembro-me do Emir Kusturika e percebo como, apesar de tudo, deve ser relativamente fácil recriar aqueles personagens.


| a moda búlgara | sófia | junho de 2007 |

quarta-feira, agosto 15, 2007

Dia 1.3

Este post, ao contrário do que é habitual tem duas fotografias. Os anteriores também tinham, mas não era tão óbvio. ;)

Comecei a sentir isto pela primeira vez no Canadá. "Isto" o quê? Bom "isto" de achar que já há pouca coisa que se possa encontrar numa cidade que possa genuinamente surpreender ou encantar. É pedante bem sei... E já se está mesmo a adivinhar: agora o gajo vai-se pôr a enumerar todas as cidades que já visitou como quem mostra o pescoço carregado com as joias da família.

Não é que não me surpreenda com uma viagem - continua a ser das coisas que adoro fazer - mas o que eu procuro sou coisas menos retratáveis em fotografia. O mais certo é que os bons momentos que se passam, nem sempre possam ser retratados. As máquinas fotográficas são só acessórios, de vez em quando também convém pousa-las...

Tudo isto para dizer que passear em Sófia pela primeira vez foi uma coisa que me agradou, mas não me surpreendeu. Gosto de descobrir as cidades a pé e calmamente. Visito uma loja de material fotográfico usado. Até aqui as russas Lomo estão inflaccionadas. O homem pede-me 80 lev (40€) e explica-me que a grande angular é muito boa. Sorrio maldicentemente. O nome da máquina nem sequer está escrito em cirílico...

Noutro pólo da Universidade mais uma surpresa. Num cubículo de 36m2 amontoam-se livros por mais de 2 metros de altura. O velho livreiro sabe onde está cada um deles e tenta vender-me literatura búlgara do séc.XX em francês. Teria mais sorte que o outro com a Lomo, mas não me apanhou para aí virado.

Ao passar em frente à igreja em memória de Aleksander Nevski, encontro um elfo no jardim. Explico-lhe que para fazer o meu postal, preciso que passe em frente à igreja um trabant isolado, sem qualquer outro carro ou pessoa. Ele pisca-me o olho. Espero menos de 3 minutos, disparo e continuo o meu caminho.


| igreja aleksander nevski | sófia | bulgária | junho 2007 |


Em frente à sede do governo, anterior sede do partido comunista, ostentam-se as bandeiras dos países membros da Otan. Depois de seguidora canina da política de Moscovo, a Bulgária apressa-se agora a lamber as mãos ao novo dono. Os dirigentes búlgaros parecem ser alunos marrões que engraxam os professores o mais que podem, mas são incapazes de perceber o que quer que seja da matéria dada.


| sede do governo | sófia | bulgária | junho 2007 |

terça-feira, agosto 14, 2007

Dia 1.2

Cada vez mais a gastronomia é igual em todo o lado, pelo que sinto alguma ânsia em conseguir apreciar as esquisitices locais. Aquilo que os camones chamam de "international food" não é mais do que a normalização de uma série de pratos -iguais por todo o lado - que assim podem ser facilmente interpretados para serem vendidos, de preferência com os menus em inglês.

É com uma mistura de ânsia e boa disposição que me disponho a entrar nos restaurantes mais improváveis para turistas. Como tinha companhia com experiência, não tive sequer que me dedicar a saber o que havia de pedir. Na Bulgária come-se carne. E não há peixe nos menus. Aliás essa coisa de comer peixe é mania de português...

Nos balcãs comem-se muitos grelhados, boas saladas (sem azeite, o que entristece um pouco) e acompanha-se tudo com айрян, um iogurte líquido, levemente salgado que sabe maravilhosamente bem em dias de calor.

Enquanto nos lambuzávamos, o S. repetia sorridente: «adoro os balcãs!». Eu apanhei-lhe o tique.


| айрян | ayran | sófia | bulgária | junho 2007 |