| famalicão | setembro de 2007 |
segunda-feira, outubro 15, 2007
quinta-feira, outubro 11, 2007
sexta-feira, outubro 05, 2007
Bloco de notas.
a) Um aperto no peito.
[e algum, posso dizê-lo, orgulho.]
b) Um sorriso:
«(...)como as pessoas que se julgam importantes falam com mais à-vontade de guerras e mortos do que de corpos e sexo, que é coisa que toda a gente tem ou faz.»
[Isto aplica-se a algumas pessoas que eu conheço...]
c) uma gargalhada:
Não gosto de amadores, nem da Amadora. Mas gosto de amantes.
[sobretudo vindo de alguém que parece um tonto vaidoso, que fotografa medianamente e, só por vezes, acerta no que escreve. Aqui, no meio de tanta coisa, acertou nalgumas.]
Acabo de descobrir que a Olympus mjuII com que fotografei nos últimos tempos tem personalidade própria e provoca uns efeitos estranhos na película. Provavelmente uma entrada de luz.
| miradouro da graça | lisboa | setembro de 2007|
[e algum, posso dizê-lo, orgulho.]
b) Um sorriso:
«(...)como as pessoas que se julgam importantes falam com mais à-vontade de guerras e mortos do que de corpos e sexo, que é coisa que toda a gente tem ou faz.»
[Isto aplica-se a algumas pessoas que eu conheço...]
c) uma gargalhada:
Não gosto de amadores, nem da Amadora. Mas gosto de amantes.
[sobretudo vindo de alguém que parece um tonto vaidoso, que fotografa medianamente e, só por vezes, acerta no que escreve. Aqui, no meio de tanta coisa, acertou nalgumas.]
Acabo de descobrir que a Olympus mjuII com que fotografei nos últimos tempos tem personalidade própria e provoca uns efeitos estranhos na película. Provavelmente uma entrada de luz.
| miradouro da graça | lisboa | setembro de 2007|
terça-feira, outubro 02, 2007
Dia 7.1
Estou sentado sozinho no meio do aeroporto. Tenho nas mãos uma garrafa de água que devo acabar de beber antes de passar pelo controlo de segurança. Ao meu lado senta-se um homem. Senta-se e suspira. Olha para mim. Não ligo. Olha para mim de novo e pergunta-me: "Monsieur, vous parlez français?".
É Engenheiro Mecânico a estudar/trabalhar na Bulgária. Em cinco minutos conta-me como perdeu o avião para a Argélia. O autocarro que o trazia de Varna para o aeroporto atrasou-se e o próximo avião é dentro de uma semana.
Estava a dormir no aeroporto. Sem dinheiro para ficar alojado num hotel. Sem visto para o espaço Schengen que lhe permitisse encontrar alternativas nos grandes aeroportos do centro da Europa. Sem qualquer apoio da embaixada argelina. Na Argélia já era fim-de-semana. Na Europa o fim-de-semana começava amanhã. A máquina de fazer salsichas, que é a burocracia fronteiriça, triturou um homem por engano mas ninguém a pode desligar.
A meio da conversa pergunta-me se conheço alguém na embaixada portuguesa que o pudesse desenrascar. Estava calmo e não me pediu dinheiro. Isso faz-me hesitar e puxar pela carteira. Hesito, hesito e não puxo pela carteira. Sei que 20€ provavelmente o desenrascavam por dois dias.
Dirijo-me ao controlo de segurança. Ninguém saberá da história deste homem. Nem eu próprio me lembrarei dela daqui a uns tempos.
Penso: uma viagem acaba sempre em casa.
[carregar na fotografia abaixo]
É Engenheiro Mecânico a estudar/trabalhar na Bulgária. Em cinco minutos conta-me como perdeu o avião para a Argélia. O autocarro que o trazia de Varna para o aeroporto atrasou-se e o próximo avião é dentro de uma semana.
Estava a dormir no aeroporto. Sem dinheiro para ficar alojado num hotel. Sem visto para o espaço Schengen que lhe permitisse encontrar alternativas nos grandes aeroportos do centro da Europa. Sem qualquer apoio da embaixada argelina. Na Argélia já era fim-de-semana. Na Europa o fim-de-semana começava amanhã. A máquina de fazer salsichas, que é a burocracia fronteiriça, triturou um homem por engano mas ninguém a pode desligar.
A meio da conversa pergunta-me se conheço alguém na embaixada portuguesa que o pudesse desenrascar. Estava calmo e não me pediu dinheiro. Isso faz-me hesitar e puxar pela carteira. Hesito, hesito e não puxo pela carteira. Sei que 20€ provavelmente o desenrascavam por dois dias.
Dirijo-me ao controlo de segurança. Ninguém saberá da história deste homem. Nem eu próprio me lembrarei dela daqui a uns tempos.
Penso: uma viagem acaba sempre em casa.
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terça-feira, outubro 02, 2007
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Sófia
Dia 7.0
O conselho que deixo a quem quer que visite Sófia de automóvel: deixem o carro mal estacionado, de preferência num sítio central, numa grande avenida cheia de movimento. O mais natural é que o carro seja multado e bloqueado. A multa, escrita em cirílico, será completamente imperceptível. No entanto bastará ligar para o número de telefone para resolver o assunto. Em menos de 10 minutos o carro estará desbloqueado. A taxa de serviço é muito razoável: 5 euros.
O conselho que deixo a quem quer que visite Sófia de automóvel: não deixem o carro mal estacionado a duas horas de apanharem um avião.

| mercado | sófia | bulgária | junho 2007 |
O conselho que deixo a quem quer que visite Sófia de automóvel: não deixem o carro mal estacionado a duas horas de apanharem um avião.
| mercado | sófia | bulgária | junho 2007 |
Dia 6.3
O encanto do percurso de carro pela cordilheira do norte da Bulgária faz-me ranger os dentes contra a pressa. A pressa é uma merda.
Depois de tanta volta, chegados a Sófia ainda de dia, começo a redescobrir na cidade um encanto que me tinha passado desapercebido nas primeiras impressões.
De repente, longe das largas avenidas, pequenas ruelas percorridas pelos eléctricos, jardins onde se joga xadrez e num repente dou por mim com algum conforto a ouvir falar português no meio de um grupo de búlgaros.

| xadrez | sófia | bulgária | 2007 |
Jantamos no Gepeto, carne grelhada - claro -, saladas - claro - e iogurte - claro. É a última refeição quente. Sente-se o fim da festa.
É evidente que tenho vontade de voltar a casa, até porque as férias continuarão nas semanas seguintes, mas sinto algum pesar pelo fim destas férias em particular.

| teatro nacional ivan vazov | sófia | bulgária | 2007 |
Depois de tanta volta, chegados a Sófia ainda de dia, começo a redescobrir na cidade um encanto que me tinha passado desapercebido nas primeiras impressões.
De repente, longe das largas avenidas, pequenas ruelas percorridas pelos eléctricos, jardins onde se joga xadrez e num repente dou por mim com algum conforto a ouvir falar português no meio de um grupo de búlgaros.
| xadrez | sófia | bulgária | 2007 |
Jantamos no Gepeto, carne grelhada - claro -, saladas - claro - e iogurte - claro. É a última refeição quente. Sente-se o fim da festa.
É evidente que tenho vontade de voltar a casa, até porque as férias continuarão nas semanas seguintes, mas sinto algum pesar pelo fim destas férias em particular.
| teatro nacional ivan vazov | sófia | bulgária | 2007 |
segunda-feira, outubro 01, 2007
Dia 6.1
A única discussão sobre o planeamento das férias tinha sido a passagem em Veliko Tarnovo. Eu tive que forçar a visita à antiga capital búlgara. Ficou acertada uma tarde para visitar a cidade, visita essa que acabou por ficar reduzida a menos de hora e meia. Das cidades búlgaras era a que tinha mais curiosidade em conhecer e a verdade é que fiquei com aquela sensação que ainda lá voltarei em dias da minha vida.
Chegámos lá depois de parar por pouco tempo em Kazanlak por causa de uma desdita essência de rosas. Almoçámos por menos de uns trocos numa tasca para camionistas no meio da montanha entre Kazanlak e Gabrovo.
A fotografia ao longe do Tsarevets - a cidadela antiga agora desabitada - ficou lixada por um reflexo da própria máquina na janela do hotel onde lanchámos. Não era esse o objectivo.

| tsarevets | veliko tarnovo | bulgária | junho 2007 |
Chegámos lá depois de parar por pouco tempo em Kazanlak por causa de uma desdita essência de rosas. Almoçámos por menos de uns trocos numa tasca para camionistas no meio da montanha entre Kazanlak e Gabrovo.
A fotografia ao longe do Tsarevets - a cidadela antiga agora desabitada - ficou lixada por um reflexo da própria máquina na janela do hotel onde lanchámos. Não era esse o objectivo.
| tsarevets | veliko tarnovo | bulgária | junho 2007 |
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Dia 6.0
Acordar às 06:45h. Atravessar um país de lés-a-lés em menos de nada. Lembro-me da estrada de Valladolid a Burgos. Gostava de poder parar em cada aldeia de berma de estrada. Não posso. Há maratonas que só se fazem nas férias. O avião não espera.
Numa mija de beira de estrada, disparo mais uma. Não me lembro de ver girassois na estrada para Valladolid.

| campo de girassois | na estrada entre burgas e kazanlak | bulgária | 2007 |
Numa mija de beira de estrada, disparo mais uma. Não me lembro de ver girassois na estrada para Valladolid.
| campo de girassois | na estrada entre burgas e kazanlak | bulgária | 2007 |
quinta-feira, setembro 27, 2007
Dia 5.6
Num hotel lotado, estranho como usamos a piscina praticamente sem companhia. Os restantes hóspedes usam-na durante o dia, com muito calor e com muito sol. Nós usamo-la antes do pequeno almoço ou tardiamente à hora de jantar.
O hotel prepara animações para os hóspedes. Aprecio ao longe as encenações na esplanada feitas, parece-me, à medida dos alemães. Os velhotes são os mais animados. Divertem-se, riem e conversam entre si. Os casais com crianças têm as mesmas trombas que teriam no final de um dia de trabalho. Aborrecem-se de morte e de certeza que não fizeram sexo uma única vez em todas as férias.
Em frente à piscina penso para mim mais uma vez: horrível. E um pouco em segredo, enquanto os ouço conversar, pouso a máquina nas espreguiçadeiras e retenho mais uma memória.

| em frente à piscina | nesebar | bulgária | junho 2007 |
O hotel prepara animações para os hóspedes. Aprecio ao longe as encenações na esplanada feitas, parece-me, à medida dos alemães. Os velhotes são os mais animados. Divertem-se, riem e conversam entre si. Os casais com crianças têm as mesmas trombas que teriam no final de um dia de trabalho. Aborrecem-se de morte e de certeza que não fizeram sexo uma única vez em todas as férias.
Em frente à piscina penso para mim mais uma vez: horrível. E um pouco em segredo, enquanto os ouço conversar, pouso a máquina nas espreguiçadeiras e retenho mais uma memória.
| em frente à piscina | nesebar | bulgária | junho 2007 |
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Dia 5.3.4.5
| sozopol | bulgária | junho 2007 |
A piada seca era a seguinte. Estávamos alojados no hotel Iberostar Festa. As estrelas ibéricas éramos nós e festa era o que nos esperava. Como qualquer piada seca, puro trocadilho de palavras de relevo desprezável.
Naquela tarde o melhor que aquele hotel tinha para me oferecer era uma cama e um quarto fresco para dormir uma sesta.
| burgas vista da janela do carro | bulgária | junho 2007 |
Ao fim da tarde, em frente a uma praia feia q.b., o S. mostra-me indignado com a forma como a praia tinha sido privatizada. Aproveitando o facto de as marés no mar negro serem minúsculas, toda a praia estava cercada por um cordel até à água. Quem se quiser deitar na areia tem que pagar. Por ali o capitalismo foi compreendido num ápice.
O sol põe-se em terra, de costas para o mar. É estranho.
| meia cerveja burgasko | e o mar negro | nesebar | bulgária | junho de 2007 |
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