sábado, janeiro 22, 2011
quarta-feira, janeiro 05, 2011
Ora aí está um ano que é número primo.
Que em 2011 o IVA a 23% seja do vosso inteiro agrado. É bom que, num ano em que muitas coisas se prevêem um pouco por baixo, alguma coisa possa andar por alto. E sejam optimistas: até 100% o IVA ainda pode subir muito. Na verdade pode subir acima de 100% mas isso não seria uma imagem tão elegante.
Depois espero que as autoridades policiais americanas se possam divertir muito com as vossas impressões digitais e dados biométricos, que o nosso ministro da administração interna, numa atitude de magnânimo interesse planetário, galáctico e mesmo universal, acaba de fornecer ao governo dos Estados Unidos. Em suma... Wikileaks: nem pensar; Dados dos cidadãos portugueses: não há problema nenhum.
E para começar... Janeiro será um mês divertido. Teremos o cabecilha daquela quadrilha de bandidos que gamou anos a fio fundos europeus, ocupou o aparelho de estado com toda a sua família em 4º grau e fundou (para o poder melhor assaltar) um banco, como presidente da república - eleito à primeira volta e com uma votação à kim il sung.
Certamente haverá lá para meio do ano uns bons jogos de futebol da selecção ou dos clubes que farão boa figura nas televisões estrangeiras e nos encherão de orgulho de como o país é nobre e as gentes generosas.
Finalmente, não se esqueçam do significado subtil da expressão "levantai hoje de novo o esplendor de Portugal". E para o perceber, não precisam de ouvir o hino de trás para diante.
De resto espero que leiam um bom livro de quando em vez, que ouçam a música que vos dê na gana, que digam o que pensam, que pensem e que fotografem com gosto.
Então um bom ano de 2011 para os senhores e para as senhoras, sim?

| a vaca sisuda e eu próprio | foto ou coisa parecida do luis duarte | porto | dezembro de 2010 |
Depois espero que as autoridades policiais americanas se possam divertir muito com as vossas impressões digitais e dados biométricos, que o nosso ministro da administração interna, numa atitude de magnânimo interesse planetário, galáctico e mesmo universal, acaba de fornecer ao governo dos Estados Unidos. Em suma... Wikileaks: nem pensar; Dados dos cidadãos portugueses: não há problema nenhum.
E para começar... Janeiro será um mês divertido. Teremos o cabecilha daquela quadrilha de bandidos que gamou anos a fio fundos europeus, ocupou o aparelho de estado com toda a sua família em 4º grau e fundou (para o poder melhor assaltar) um banco, como presidente da república - eleito à primeira volta e com uma votação à kim il sung.
Certamente haverá lá para meio do ano uns bons jogos de futebol da selecção ou dos clubes que farão boa figura nas televisões estrangeiras e nos encherão de orgulho de como o país é nobre e as gentes generosas.
Finalmente, não se esqueçam do significado subtil da expressão "levantai hoje de novo o esplendor de Portugal". E para o perceber, não precisam de ouvir o hino de trás para diante.
De resto espero que leiam um bom livro de quando em vez, que ouçam a música que vos dê na gana, que digam o que pensam, que pensem e que fotografem com gosto.
Então um bom ano de 2011 para os senhores e para as senhoras, sim?
| a vaca sisuda e eu próprio | foto ou coisa parecida do luis duarte | porto | dezembro de 2010 |
quarta-feira, dezembro 15, 2010
quarta-feira, dezembro 01, 2010
O castigo dos deuses
«Já posso dizer-lhe que, enquanto não souberem merecer o amor das mulheres bonitas, os homens fracos deviam ser condenados a amar apenas as muito feias.»
Faço notar que é uma reflexão que não tem nada a ver com a vida emocional dos diplomatas americanos e respectivos desvarios em confidência.

| valadares | agosto 2010 |
Faço notar que é uma reflexão que não tem nada a ver com a vida emocional dos diplomatas americanos e respectivos desvarios em confidência.
| valadares | agosto 2010 |
sexta-feira, novembro 12, 2010
quinta-feira, novembro 11, 2010
O FMI nunca aterrou na Portela coisa nenhuma.
«O FMI é uma finta vossa para virem para aqui com esse paleio, rua, desandem daqui para fora, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa»

| o FMI nunca aterrou na Portela | alemanha | novembro de 2010 |
| o FMI nunca aterrou na Portela | alemanha | novembro de 2010 |
quarta-feira, novembro 10, 2010
O fulano não existia.
Certo dia descobri um fulano que se mantinha à espreita de qualquer oportunidade para se tornar alguém melhor. Isto quer dizer o quê? Que andava sempre a estudar e a ler? Que ajudava velhinhas a atravessar a rua e servia sopa aos sem-abrigo? Nada disso. Era um tipo culto - parecia, pelo menos.
Os tipos cultos falam de livros e filmes que ninguém leu ou viu. Ou conhecem as discografias e as músicas obscuras das bandas do século passado. Ou olham para as folhas no chão e dizem alguma coisa com aparente interesse. Ele era assim. Mas porque achava que era assim que deveria ser. Não porque tivesse algum gosto em ver cinema xunga, livros densos e músicas roufenhas e mal gravadas. Assim esse fulano cria tornar-se melhor - aos olhos dos outros pelo menos.
Certo dia estive em casa dele. Um apartamento bem arranjado. Bonito e funcional, acrescentaria. Descobri há uns dias que é a exacta réplica do catálogo do Ikea de 2006. Não me recordo agora da página em concreto.
As fotografias distribuídas pela entrada e sala eram de uma família completa. Ele vivia só, mas tinha uma mulher e dois filhos que se tinham deixado ficar pela terra. Ele metia-se no carro e regressava a cada quinze dias. Fiquei a saber que as fotos eram tiradas directamente do Flickr para serem por ele apropriadas e depois impressas. O imbecil não tinha família. Nem sequer máquina fotográfica.
Por altura da Páscoa trouxe-me de Sevilha, umas tortas de azeite. Guardei-as por uns dias. Quando as fui comer vi que tinham sido compradas no Corte Inglês de Gaia.
A semana passada adicionou-me como "amigo" no Facebook. Percebi a farsa e colaborei. Corria o risco de ver as minhas fotografias expostas na sua sala. A ideia agradava-me em certo sentido. Amanhã conto segui-lo. Levo gabardina.
Se eu não voltar é natural: o fulano não existe. Mas a mulher dele é bem bonita, pelo menos a julgar pelas fotografias.

| cinco máquinas fotográficas + uma + um telemóvel | o olho de londres | londres | uk | 2009 |
Os tipos cultos falam de livros e filmes que ninguém leu ou viu. Ou conhecem as discografias e as músicas obscuras das bandas do século passado. Ou olham para as folhas no chão e dizem alguma coisa com aparente interesse. Ele era assim. Mas porque achava que era assim que deveria ser. Não porque tivesse algum gosto em ver cinema xunga, livros densos e músicas roufenhas e mal gravadas. Assim esse fulano cria tornar-se melhor - aos olhos dos outros pelo menos.
Certo dia estive em casa dele. Um apartamento bem arranjado. Bonito e funcional, acrescentaria. Descobri há uns dias que é a exacta réplica do catálogo do Ikea de 2006. Não me recordo agora da página em concreto.
As fotografias distribuídas pela entrada e sala eram de uma família completa. Ele vivia só, mas tinha uma mulher e dois filhos que se tinham deixado ficar pela terra. Ele metia-se no carro e regressava a cada quinze dias. Fiquei a saber que as fotos eram tiradas directamente do Flickr para serem por ele apropriadas e depois impressas. O imbecil não tinha família. Nem sequer máquina fotográfica.
Por altura da Páscoa trouxe-me de Sevilha, umas tortas de azeite. Guardei-as por uns dias. Quando as fui comer vi que tinham sido compradas no Corte Inglês de Gaia.
A semana passada adicionou-me como "amigo" no Facebook. Percebi a farsa e colaborei. Corria o risco de ver as minhas fotografias expostas na sua sala. A ideia agradava-me em certo sentido. Amanhã conto segui-lo. Levo gabardina.
Se eu não voltar é natural: o fulano não existe. Mas a mulher dele é bem bonita, pelo menos a julgar pelas fotografias.
| cinco máquinas fotográficas + uma + um telemóvel | o olho de londres | londres | uk | 2009 |
sexta-feira, novembro 05, 2010
Newton 1 - Heisenberg 0
Olho para o estado do tempo para Domingo. Choverá. Estará frio. Não se fala disso.
Olho para a dívida pública portuguesa. Parece que continua como nos últimos anos. Mas fala-se disso.
Tenho uma galinha no congelador. Acho que a vou meter em cerveja e preparar um caril. Tenho que ponderar bem esta questão. Andarei a comer galinha durante uma semana, é bom que fique do meu agrado.
Reparei há pouco que esta é a entrada 445 no meu blogue. Ando no Blogger desde 2001, mas isto começou apenas em 2004. Por desafio de alguém que agora não bloga. Eina. :)
Fui rever uma coisa que me andava a atormentar. Que idade tinha eu quando "isto" tudo começou? Foi dia 6 de Outubro de 1985. Lembro-me vagamente. Preferia ter outras recordações.
E depois? Depois, como diria o Bom Povo, ninguém diga que está bem. Não somos nós que pairamos sobre a realidade, é ela que nos acerta no meio da testa. Mas ao contrário do que imaginava em 1985, a realidade é muito mais previsível.

| não é um acelerador de partículas | aeroporto de frankfurt | novembro 2010 |
Olho para a dívida pública portuguesa. Parece que continua como nos últimos anos. Mas fala-se disso.
Tenho uma galinha no congelador. Acho que a vou meter em cerveja e preparar um caril. Tenho que ponderar bem esta questão. Andarei a comer galinha durante uma semana, é bom que fique do meu agrado.
Reparei há pouco que esta é a entrada 445 no meu blogue. Ando no Blogger desde 2001, mas isto começou apenas em 2004. Por desafio de alguém que agora não bloga. Eina. :)
Fui rever uma coisa que me andava a atormentar. Que idade tinha eu quando "isto" tudo começou? Foi dia 6 de Outubro de 1985. Lembro-me vagamente. Preferia ter outras recordações.
E depois? Depois, como diria o Bom Povo, ninguém diga que está bem. Não somos nós que pairamos sobre a realidade, é ela que nos acerta no meio da testa. Mas ao contrário do que imaginava em 1985, a realidade é muito mais previsível.
| não é um acelerador de partículas | aeroporto de frankfurt | novembro 2010 |
sábado, outubro 30, 2010
terça-feira, outubro 12, 2010
terça-feira, outubro 05, 2010
segunda-feira, setembro 20, 2010
Have big fun...
«Cá fora a multidão continuava a sua passeata mironante e quase fui atropelado por um ciclista.»

| amsterdão | setembro | 2010 |
| amsterdão | setembro | 2010 |
sexta-feira, setembro 17, 2010
O sentido da vida
Esta manhã, voltei à escola primária e aos ditados. Perguntaram-me qual era o aspecto mais importante da minha identidade. Não faço a mínima ideia.
Mas isso não me incomoda: tenho um bilhete com a identidade ali na carteira e posso ir lá ver sempre que tiver dúvidas...

| jantar a dois | liège | setembro 2010 |
Mas isso não me incomoda: tenho um bilhete com a identidade ali na carteira e posso ir lá ver sempre que tiver dúvidas...
| jantar a dois | liège | setembro 2010 |
segunda-feira, setembro 13, 2010
sexta-feira, setembro 10, 2010
domingo, setembro 05, 2010
A vida imaginária do mundo.
Numa tarde em que as nuvens vieram tocar o monte Pindo e em que o vento soprava o frio e a humidade pelos quais toda a península almejavam, um grupo de gnomos vestidos com collants côr-de-rosa e cantando o Mamma Mia dos Abba decidiu descer pela coluna de carga da mini-hídrica de Ezaro, na costa da morte.
Por ali, com o... permanente marulhar das ondas, ninguém se apercebeu do sucedido. Será certamente um acontecimento invulgar e provavelmente irrepetível, até porque de passagem os gnomos foram comentando que seria a última vez que passariam férias em tão sombrias paragens.
Apenas uns turistas que se encontravam de passagem - levando com a aragem e a morrinha nas ventas - se aperceberam do que estava a acontecer. Um deles ainda procurou fotografar por sucessivas vezes o grupo de duendes, mas estes rapidamente desapareceram mar adentro como se fossem pinguins enchapelados e barbudos.
Desse momento ficou esta foto - entalada entre o Pindo e Ezaro. Não faz juz ao momento, mas ilustra em parte o que se pode ver no paraíso.

| ezaro | costa da morte | galiza | agosto 2010 |
Por ali, com o... permanente marulhar das ondas, ninguém se apercebeu do sucedido. Será certamente um acontecimento invulgar e provavelmente irrepetível, até porque de passagem os gnomos foram comentando que seria a última vez que passariam férias em tão sombrias paragens.
Apenas uns turistas que se encontravam de passagem - levando com a aragem e a morrinha nas ventas - se aperceberam do que estava a acontecer. Um deles ainda procurou fotografar por sucessivas vezes o grupo de duendes, mas estes rapidamente desapareceram mar adentro como se fossem pinguins enchapelados e barbudos.
Desse momento ficou esta foto - entalada entre o Pindo e Ezaro. Não faz juz ao momento, mas ilustra em parte o que se pode ver no paraíso.
| ezaro | costa da morte | galiza | agosto 2010 |
segunda-feira, agosto 30, 2010
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