sábado, maio 28, 2005

Comunicado numero 0

Perante a exibiçao do poder e material militar num desfile organizado pelas Forças Armadas Espanholas, um grupo de cinquenta e seis cidadaos e cidadas corunhesas (e um cao) demonstram a sua resistência anti-militarista.

É uma evidência que os gastos militares do planeta, aplicados com fins civis resolveriam grande parte dos problemas de milhoes e milhoes de pessoas. A recente ocupaçao do Iraque, a cumplicidade passiva e activa dos exércitos europeus, contrasta com as mobilizaçoes de milhoes de pessoas e de uma opiniao pública capaz de se organizar perante uma máquina de morte ao serviço de interesses petrolíferos.

Aqui estao. Despidos contra o desfile militar. Cinquenta e seis cidadaos e cidadas corunhesas (e um cao).


| Acçao contra o desfile militar | Corunha | 28 de Maio | 2005 |

sexta-feira, maio 27, 2005

segunda-feira, maio 23, 2005

Mas eles são mesmo de cá?

Confesso que não percebo muito o que é que pode levar um ser humano adulto a saltar horas a fio apenas porque um grupo de 11 matrecos ganha um jogo, um campeonato, uma taça ou outra merda qualquer. Não percebo muito bem, mas aceito tranquilamente que esse é um direito legítimo.

Há no entanto gajos que gostam de o fazer e, apesar disso, não reconhecem essa legitimidade a outrem.

Ontem, na minha cidade, um grupo de animais veio explicar que, na minha cidade, ou todos seríamos animais como eles próprios ou então seríamos apenas e só provocadores.

Assustadoramente, a raíz do mais profundo totalitarismo não reside na atitude de um grupo de poucas centenas de imbecis. Essa raíz reside na tranquilidade com que a restante cidade aceita de forma quase natural esta lógica macabra.

Gajos que eu sei serem inteligentes até podem explicar demoradamente o prestígio, a notoriedade, a projecção da imagem da cidade e o blá blá blá do costume que legitima a importância das empresas de futebol, S.A. Mas cá para mim isso é tudo conversa fiada. Uma cidade sem estádios podia não ser necessariamente melhor, mas evitava-nos ter que aturar bandos de animais, sejam eles anónimos ou publicamente reconhecidos. E nesse caso o prestígio da cidade seria indubitavelmente maior. Como o de qualquer outra cidade.


| Abril | 2005 |

terça-feira, maio 17, 2005

O sentido das origens.

Foi em 2005 que Marco efectuou a sua primeira viagem à Roménia.

Descendente de ciganos da Moldova, emigrados para o sudoeste da Europa no fim do sec XVIII, o espaço mítico deste território sempre havia marcado a sua infância com referências cruzadas a milho cozido, salsichas frescas na brasa e sobretudo vinho rasca. A Roménia era um pouco a sua pátria. Foi portanto ao fim de 6 anos de projectos e de poupanças que conseguiu meter-se num avião para o aeroporto de Otopeni em Bucareste onde teve as primeiras impressões deste seu berço materno.

Olhando em redor, observando os autóctones verificou que as mulheres se vestiam segundo os padrões da prostituição da sua cidade natal - Bragança. Já os homens variavam entre o bigodinho à géninho e o corte de cabelo à Macgyver.

«Carago! A Roménia é esta merda?» Pensou ele percebendo melhor a razão da migração dos seus antepassados.

À noite foi fotografar Dácias. :)

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| Hotel Bulevard | Sibiu | Abril 2005 |