| Leitura ao sol | Donostia | Julho 2005 |
domingo, julho 31, 2005
Só com os meus botões.
Que dia será daqui a um mês? Ah! As tshirts não têm botões.

| Leitura ao sol | Donostia | Julho 2005 |
| Leitura ao sol | Donostia | Julho 2005 |
terça-feira, junho 28, 2005
Pontos 1 e 2.
1. estes problemas não são exclusivos de Lx ou de comunidades negras. (noutros sítios há “gunas” e são meninos branquinhos capazes de arrastões ou coisas mais graves)
2. a televisão tem o poder de transformar pequenos factos banais (coisas que provavelmente tanto eu como tu já vivemos com incómodo mas sem “alarme”) em grandes eventos mais próprios do espectáculo do que do jornalismo.
Fim de citação.

| Alba Iulia | 2005 |
2. a televisão tem o poder de transformar pequenos factos banais (coisas que provavelmente tanto eu como tu já vivemos com incómodo mas sem “alarme”) em grandes eventos mais próprios do espectáculo do que do jornalismo.
Fim de citação.
| Alba Iulia | 2005 |
terça-feira, junho 21, 2005
À Maria, à Sofia, à Matilde, ao Rafael e à Leonor.
Chega-se aos trinta anos rapidamente. Basta para isso pensar que trinta anos são trinta voltas que a Terra dá ao redor do sol. E se ela se move a 10800 Kms/hora, é muito natural que tudo se passe muito rapidamente. Não creio que no entanto seja justo desejarmos-lhe uma multa por excesso de velocidade cósmica.
É um pouco estranha a sensação que por vezes temos que nos olham como bichos raros. Pelas mais diversas razões. Assim é há já muitos anos e a verdade é que não me sinto nada mal com isso. Ontem percebi que há uma curiosidade suplementar na minha vida, que talvez explique a minha vontade permanente de andar a caminho de algum lado. O Porto é uma terra de gente de fora, tal como as terras de fora são terras da gente do Porto. E eu sou do Porto mas não me importava de ser de outro sítio qualquer.
Imagino a Sofia a fazer 18 anos e a ponderar estudar Biblioteconomia em Copenhaga, advocacia em Coimbra, Informática em Estugarda ou Design em Barcelona. A Matilde aos 23, depois de estudar no Porto apanha-se com uma bolsa de investigação em antropologia e põe-se a caminho de Timor ou então enfia-se durante meia dúzia de anos na ilha da Boavista onde caminha descalça em casa e nas ruas. Surpreendendo todos, o Rafael, a meio do curso de veterinária decide fazer uma pausa nos estudos e dando um beijo e um aperto forte aos ossos dos pais (ambos mais baixos que ele), arranca como voluntário para a américa latina onde ganhará anti-corpos a meia dúzia de doenças tropicais. Imaginas isso? E sabes quem é a Maria? Tem um ano e já saltita de Cerveira para Aveiro ou Arcos de Valdevez. Para o ano prometeu-me vir à festa de anos para toda a gente a conhecer.
Quem imaginaria aquela miuda que depois de terminar o curso passaria 5 anos a viver em Lisboa? Passou por várias empresas, sempre com cargos de responsabilidade. Tem um companheiro madeirense. E ele vivia em Lisboa? Não. Na Madeira? Não. No Porto. E ela? Conseguiu voltar há pouco para cá. Quem imaginaria a irmã dela a desenvolver tecnologia de ponta, trabalhar depois num grande organismo da administração pública e de seguida andar a fazer regularmente viagens de circum-navegação ao planeta. O Ricardo (este texto tem vários Ricardos) um dos melhores [colegas | compinchas | companheiros | amigos] (não consigo escolher a palavra certa) do curso prepara o doutoramento em Inglaterra ou vai estudar equipamentos estranhos para Bruxelas ou põe a funcionar os telefones e as redes nas caves mais reconditas dos mais reconditos edifícios do país.
Quem imagina um guedelhudo a fotografar um mês na Palestina depois de se ter soltado da sua masmorra intimista? Ou outros a passearem-se em Luanda a fazer contas à vida e a pensar no regresso às esplanadas do Mindelo, sentado ao lado de quem gosta de denunciar as contradições do poder em relação à nossa terra. Ou os madeirenses (este texto tem vários madeirenses) que se exilam de uma ilha tão bonita governada por gente tão feia. Vêm para o Porto? Não necessariamente… Podem encontrar minhotas e ir para Famalicão ou nunca mais largar meninas transmontanas. Os madeirenses devem ser mesmo um espectáculo. E estes são. Se um dia quiserem conhecer a Madeira a sério podem falar com qualquer madeirense mas na foto há quem seja bom e se recomende.
E aqueles dois um dia encheram-se do Porto e piraram-se aqui para o lado. Não deve ter sido bem do Porto que eles se encheram. De qualquer forma, zás, um para a praia o outro para o campo. Quem diria? Alguém sabia onde era Areia ou Parada? Obviamente não fomos feitos para viver encaixotados. Alguém imagina isso? Olhando para aquela barriguita dentro de uma camisa vermelha hesito por uns momentos. Vivemos todos nós 9 meses encaixotados? Claro que não. Deve ser excepcional passar nove meses abraçando alguém com o nosso corpo. Um caixote é outra coisa.
O bom do futuro é que podemos ser nós a imagina-lo. E por isso mesmo pode ser aquilo que nós quisermos. Um dia, eventualmente a realidade cruzar-se-á com a imaginação. Ontem aconteceu um pouco isso. Apesar disso imaginava mais uma dúzia de pessoas nesta fotografia. Umas estão agora em Lisboa, outras em Inglaterra, outras em França ou na Galiza. Para isso é que se inventou o email. Esse é o problema desta foto. Aqueles que cá não estão. Mas ela dá uma grande satisfação. A satisfação de olhar para ela. Para toda a gente. E ainda por cima é tudo gente bonita.
Aos sessenta anos - daqui a trinta - não quero ter um grande carro nem relógios cujo preço se escreve com 3 ou 4 dígitos e ser um velho endinheirado, petulante e cínico. Uma pessoa nunca junta os amigos para receber prendas – não eu pelo menos. Aos sessenta anos gostava que todos por cá estivessem para passarmos uma noite tranquilamente a conversar das nossas vidas, ouvindo boa música e sem termos que nos preocupar em acordar cedo na manhã seguinte.
Para isso só preciso de continuar a ter a tua amizade, mesmo a 10800kms/hora. Tenham cuidado com as curvas.
Nessa noite, à uma da manhã enviaremos SMSs para Dili, Tegucigalpa, Barcelona ou Luanda. Todos conseguem dizer o que pensam em 160 caracteres. Só eu é que gosto de escrever cartas longas. E de as receber também. Imaginem só...

| Sibiu | Abril 2005 |
É um pouco estranha a sensação que por vezes temos que nos olham como bichos raros. Pelas mais diversas razões. Assim é há já muitos anos e a verdade é que não me sinto nada mal com isso. Ontem percebi que há uma curiosidade suplementar na minha vida, que talvez explique a minha vontade permanente de andar a caminho de algum lado. O Porto é uma terra de gente de fora, tal como as terras de fora são terras da gente do Porto. E eu sou do Porto mas não me importava de ser de outro sítio qualquer.
Imagino a Sofia a fazer 18 anos e a ponderar estudar Biblioteconomia em Copenhaga, advocacia em Coimbra, Informática em Estugarda ou Design em Barcelona. A Matilde aos 23, depois de estudar no Porto apanha-se com uma bolsa de investigação em antropologia e põe-se a caminho de Timor ou então enfia-se durante meia dúzia de anos na ilha da Boavista onde caminha descalça em casa e nas ruas. Surpreendendo todos, o Rafael, a meio do curso de veterinária decide fazer uma pausa nos estudos e dando um beijo e um aperto forte aos ossos dos pais (ambos mais baixos que ele), arranca como voluntário para a américa latina onde ganhará anti-corpos a meia dúzia de doenças tropicais. Imaginas isso? E sabes quem é a Maria? Tem um ano e já saltita de Cerveira para Aveiro ou Arcos de Valdevez. Para o ano prometeu-me vir à festa de anos para toda a gente a conhecer.
Quem imaginaria aquela miuda que depois de terminar o curso passaria 5 anos a viver em Lisboa? Passou por várias empresas, sempre com cargos de responsabilidade. Tem um companheiro madeirense. E ele vivia em Lisboa? Não. Na Madeira? Não. No Porto. E ela? Conseguiu voltar há pouco para cá. Quem imaginaria a irmã dela a desenvolver tecnologia de ponta, trabalhar depois num grande organismo da administração pública e de seguida andar a fazer regularmente viagens de circum-navegação ao planeta. O Ricardo (este texto tem vários Ricardos) um dos melhores [colegas | compinchas | companheiros | amigos] (não consigo escolher a palavra certa) do curso prepara o doutoramento em Inglaterra ou vai estudar equipamentos estranhos para Bruxelas ou põe a funcionar os telefones e as redes nas caves mais reconditas dos mais reconditos edifícios do país.
Quem imagina um guedelhudo a fotografar um mês na Palestina depois de se ter soltado da sua masmorra intimista? Ou outros a passearem-se em Luanda a fazer contas à vida e a pensar no regresso às esplanadas do Mindelo, sentado ao lado de quem gosta de denunciar as contradições do poder em relação à nossa terra. Ou os madeirenses (este texto tem vários madeirenses) que se exilam de uma ilha tão bonita governada por gente tão feia. Vêm para o Porto? Não necessariamente… Podem encontrar minhotas e ir para Famalicão ou nunca mais largar meninas transmontanas. Os madeirenses devem ser mesmo um espectáculo. E estes são. Se um dia quiserem conhecer a Madeira a sério podem falar com qualquer madeirense mas na foto há quem seja bom e se recomende.
E aqueles dois um dia encheram-se do Porto e piraram-se aqui para o lado. Não deve ter sido bem do Porto que eles se encheram. De qualquer forma, zás, um para a praia o outro para o campo. Quem diria? Alguém sabia onde era Areia ou Parada? Obviamente não fomos feitos para viver encaixotados. Alguém imagina isso? Olhando para aquela barriguita dentro de uma camisa vermelha hesito por uns momentos. Vivemos todos nós 9 meses encaixotados? Claro que não. Deve ser excepcional passar nove meses abraçando alguém com o nosso corpo. Um caixote é outra coisa.
O bom do futuro é que podemos ser nós a imagina-lo. E por isso mesmo pode ser aquilo que nós quisermos. Um dia, eventualmente a realidade cruzar-se-á com a imaginação. Ontem aconteceu um pouco isso. Apesar disso imaginava mais uma dúzia de pessoas nesta fotografia. Umas estão agora em Lisboa, outras em Inglaterra, outras em França ou na Galiza. Para isso é que se inventou o email. Esse é o problema desta foto. Aqueles que cá não estão. Mas ela dá uma grande satisfação. A satisfação de olhar para ela. Para toda a gente. E ainda por cima é tudo gente bonita.
Aos sessenta anos - daqui a trinta - não quero ter um grande carro nem relógios cujo preço se escreve com 3 ou 4 dígitos e ser um velho endinheirado, petulante e cínico. Uma pessoa nunca junta os amigos para receber prendas – não eu pelo menos. Aos sessenta anos gostava que todos por cá estivessem para passarmos uma noite tranquilamente a conversar das nossas vidas, ouvindo boa música e sem termos que nos preocupar em acordar cedo na manhã seguinte.
Para isso só preciso de continuar a ter a tua amizade, mesmo a 10800kms/hora. Tenham cuidado com as curvas.
Nessa noite, à uma da manhã enviaremos SMSs para Dili, Tegucigalpa, Barcelona ou Luanda. Todos conseguem dizer o que pensam em 160 caracteres. Só eu é que gosto de escrever cartas longas. E de as receber também. Imaginem só...
| Sibiu | Abril 2005 |
quinta-feira, junho 02, 2005
Cuidado com as carroças
Marcul Vassilli viva encantado com a possibilidade de um dia poder conhecer Espanha. Tinha visto meia dúzia de documentários sobre a arte de matar touros e sentia profundamente o exotismo das músicas das Las Ketchup. Contactou o consulado espanhol na Moldávia que rapidamente lhe fez chegar a casa uns prospectos turísticos do final dos anos 80 e também informação detalhada sobre a Expo de Sevilha.
Marcul ficou fascinado. Trabalhava há já 8 anos e, estando agora com 26 anos, podia finalmente pensar em sair do país e ir visitar as terras quentes ibéricas.
Meteu-se no Dacia dia 31 de Julho e na estrada para a Hungria enfiou-se debaixo de um camião TIR Turco, depois de ter calculado mal uma ultrapassagem a uma carroça cheia de ciganos.

| Sibiu | Roménia | Maio 2005 |
Marcul ficou fascinado. Trabalhava há já 8 anos e, estando agora com 26 anos, podia finalmente pensar em sair do país e ir visitar as terras quentes ibéricas.
Meteu-se no Dacia dia 31 de Julho e na estrada para a Hungria enfiou-se debaixo de um camião TIR Turco, depois de ter calculado mal uma ultrapassagem a uma carroça cheia de ciganos.
| Sibiu | Roménia | Maio 2005 |
sábado, maio 28, 2005
Comunicado numero 0
Perante a exibiçao do poder e material militar num desfile organizado pelas Forças Armadas Espanholas, um grupo de cinquenta e seis cidadaos e cidadas corunhesas (e um cao) demonstram a sua resistência anti-militarista.
É uma evidência que os gastos militares do planeta, aplicados com fins civis resolveriam grande parte dos problemas de milhoes e milhoes de pessoas. A recente ocupaçao do Iraque, a cumplicidade passiva e activa dos exércitos europeus, contrasta com as mobilizaçoes de milhoes de pessoas e de uma opiniao pública capaz de se organizar perante uma máquina de morte ao serviço de interesses petrolíferos.
Aqui estao. Despidos contra o desfile militar. Cinquenta e seis cidadaos e cidadas corunhesas (e um cao).

| Acçao contra o desfile militar | Corunha | 28 de Maio | 2005 |
É uma evidência que os gastos militares do planeta, aplicados com fins civis resolveriam grande parte dos problemas de milhoes e milhoes de pessoas. A recente ocupaçao do Iraque, a cumplicidade passiva e activa dos exércitos europeus, contrasta com as mobilizaçoes de milhoes de pessoas e de uma opiniao pública capaz de se organizar perante uma máquina de morte ao serviço de interesses petrolíferos.
Aqui estao. Despidos contra o desfile militar. Cinquenta e seis cidadaos e cidadas corunhesas (e um cao).
| Acçao contra o desfile militar | Corunha | 28 de Maio | 2005 |
sexta-feira, maio 27, 2005
Anti-militarista...
... e também anti-clerical.
Luther Blisset, ao seu serviço.

| Domingo de Páscoa Ortodoxa | Roménia | Maio 2005 |
Luther Blisset, ao seu serviço.
| Domingo de Páscoa Ortodoxa | Roménia | Maio 2005 |
segunda-feira, maio 23, 2005
Mas eles são mesmo de cá?
Confesso que não percebo muito o que é que pode levar um ser humano adulto a saltar horas a fio apenas porque um grupo de 11 matrecos ganha um jogo, um campeonato, uma taça ou outra merda qualquer. Não percebo muito bem, mas aceito tranquilamente que esse é um direito legítimo.
Há no entanto gajos que gostam de o fazer e, apesar disso, não reconhecem essa legitimidade a outrem.
Ontem, na minha cidade, um grupo de animais veio explicar que, na minha cidade, ou todos seríamos animais como eles próprios ou então seríamos apenas e só provocadores.
Assustadoramente, a raíz do mais profundo totalitarismo não reside na atitude de um grupo de poucas centenas de imbecis. Essa raíz reside na tranquilidade com que a restante cidade aceita de forma quase natural esta lógica macabra.
Gajos que eu sei serem inteligentes até podem explicar demoradamente o prestígio, a notoriedade, a projecção da imagem da cidade e o blá blá blá do costume que legitima a importância das empresas de futebol, S.A. Mas cá para mim isso é tudo conversa fiada. Uma cidade sem estádios podia não ser necessariamente melhor, mas evitava-nos ter que aturar bandos de animais, sejam eles anónimos ou publicamente reconhecidos. E nesse caso o prestígio da cidade seria indubitavelmente maior. Como o de qualquer outra cidade.

| Abril | 2005 |
Há no entanto gajos que gostam de o fazer e, apesar disso, não reconhecem essa legitimidade a outrem.
Ontem, na minha cidade, um grupo de animais veio explicar que, na minha cidade, ou todos seríamos animais como eles próprios ou então seríamos apenas e só provocadores.
Assustadoramente, a raíz do mais profundo totalitarismo não reside na atitude de um grupo de poucas centenas de imbecis. Essa raíz reside na tranquilidade com que a restante cidade aceita de forma quase natural esta lógica macabra.
Gajos que eu sei serem inteligentes até podem explicar demoradamente o prestígio, a notoriedade, a projecção da imagem da cidade e o blá blá blá do costume que legitima a importância das empresas de futebol, S.A. Mas cá para mim isso é tudo conversa fiada. Uma cidade sem estádios podia não ser necessariamente melhor, mas evitava-nos ter que aturar bandos de animais, sejam eles anónimos ou publicamente reconhecidos. E nesse caso o prestígio da cidade seria indubitavelmente maior. Como o de qualquer outra cidade.
| Abril | 2005 |
terça-feira, maio 17, 2005
O sentido das origens.
Foi em 2005 que Marco efectuou a sua primeira viagem à Roménia.
Descendente de ciganos da Moldova, emigrados para o sudoeste da Europa no fim do sec XVIII, o espaço mítico deste território sempre havia marcado a sua infância com referências cruzadas a milho cozido, salsichas frescas na brasa e sobretudo vinho rasca. A Roménia era um pouco a sua pátria. Foi portanto ao fim de 6 anos de projectos e de poupanças que conseguiu meter-se num avião para o aeroporto de Otopeni em Bucareste onde teve as primeiras impressões deste seu berço materno.
Olhando em redor, observando os autóctones verificou que as mulheres se vestiam segundo os padrões da prostituição da sua cidade natal - Bragança. Já os homens variavam entre o bigodinho à géninho e o corte de cabelo à Macgyver.
«Carago! A Roménia é esta merda?» Pensou ele percebendo melhor a razão da migração dos seus antepassados.
À noite foi fotografar Dácias. :)

| Hotel Bulevard | Sibiu | Abril 2005 |
Descendente de ciganos da Moldova, emigrados para o sudoeste da Europa no fim do sec XVIII, o espaço mítico deste território sempre havia marcado a sua infância com referências cruzadas a milho cozido, salsichas frescas na brasa e sobretudo vinho rasca. A Roménia era um pouco a sua pátria. Foi portanto ao fim de 6 anos de projectos e de poupanças que conseguiu meter-se num avião para o aeroporto de Otopeni em Bucareste onde teve as primeiras impressões deste seu berço materno.
Olhando em redor, observando os autóctones verificou que as mulheres se vestiam segundo os padrões da prostituição da sua cidade natal - Bragança. Já os homens variavam entre o bigodinho à géninho e o corte de cabelo à Macgyver.
«Carago! A Roménia é esta merda?» Pensou ele percebendo melhor a razão da migração dos seus antepassados.
À noite foi fotografar Dácias. :)
| Hotel Bulevard | Sibiu | Abril 2005 |
sábado, maio 14, 2005
Não me canso de o repetir
Uma viagem começa sempre em casa.

| Alfa Pendular | algures no centro do país | Abril 2005 |
| Alfa Pendular | algures no centro do país | Abril 2005 |
quarta-feira, maio 11, 2005
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