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sexta-feira, agosto 03, 2012

Ficção sobre 2012

Corre o ano de 2012. É um ano longínquo. Tão longínquo que nos podemos atrever a imaginar coisas excepcionais. Coisas muito mais excepcionais do que cuidados de saúde públicos de qualidade. Ou transportes públicos a preços simbólicos. Ou ensino universitário gratuito. Ou o fim do bacalhau mal demolhado nas cantinas.

É um ano excepcional. Há carros que flutuam nas ruas. Ou melhor dito, por cima delas. No código da estrada foi introduzida a prioridade aos veículos que se apresentem em descendente, tal como há prioridade aos veículos que se apresentem pela direita. Excepto os comboios que têm prioridade também quando vêm pela esquerda. E os caças bombardeiros que têm prioridade mesmo quando se apresentem em ascendente.

O rio Douro foi finalmente despoluído, a praia de Matosinhos deixou de ser conhecida como a praia do cagalhão. As pessoas podem ver a cara uma das outras enquanto falam ao telemóvel.

O acesso à informação está de tal forma disseminado que é o ano em que, pela primeira vez e em virtude do desenvolvimento tecnológico, os cursos universitários podem ser feitos em apenas um ano. E as pessoas misteriosamente sussurram nas ruas: "Vai estudar Relvas". E já ninguém sabe quem é o Dantas e se ele morreu ou não.

A sardinha é agostinha o ano todo. A nortada só aparece quando não está gente na praia e até a emissão da televisão pode ser parada para se ir aliviar águas num saltinho.

Ah quem me dera poder viver em 2012. Ou noutro ano qualquer no futuro. Cabrões de vindouros.

| aos saltos bem altos | ribeira | porto | junho 2012 |

quinta-feira, novembro 05, 2009

Roxo e não lilás.

Hoje apetecia-me deixar aqui um elogio a um dos nossos mais notáveis deputados. Mas lembrei-me depois que é mais fácil andar por aí a depreciar deputadas. Tão fácil como andar a bater em velhinhos. Mas nem uma coisa nem outra fazem o meu estilo.

Hoje deito-me cedo. Mais ou menos.



| sala roxa | casa da música | porto | novembro | 2009 |

sábado, julho 25, 2009

E se vos disserem que as linhas se encontram no infinito, desconfiem.


| porto | julho de 2009 |

quinta-feira, junho 25, 2009

Vector_3 U

Esta série foi feita com dois rolos na Primavera de 2007.

A ideia, que não é minha, era fotografar três quilómetros em linha recta. «As fotografias deverão "evitar as pessoas e centrar-se no urbano ou paisagístico contemporâneo"» - dizia-se.

Optei por fotografar o Porto. Mas não queria andar a fotografar o "Porto óbvio". Tracei um percurso da Asprela até ao Lagarteiro, que tem exactamente três quilómetros. As traseiras da cidade são muito grandes e nelas vive muita gente.

Fotografei sequencialmente de oeste para leste. O primeiro rolo em cima da bicicleta, ao fim do dia, até às Antas. O segundo rolo a meio da tarde, a pé das Antas até Azevedo de Campanhã.

No Lagarteiro tive algum receio. Um puto decidiu acompanhar-me por três ou quatro minutos enquanto que me perguntava se trabalhava para a Câm'ra e me advertia que o pessoal podia "bater mal" com as fotografias. Na verdade vi muitos sorrisos mas só disparei três fotos.

Esta é a última.


| 41º09'07''N | 8º34'27''W | porto | 2007 |

domingo, maio 31, 2009

O génio dos 90 - XI

1993 - É publicada pelo EZLN, a primeira declaração da selva Lacandona, um movimento que enfrentava a ditadura mexicana e inaugurava o século XXI, rompendo com discursos e práticas hegemónicas na esquerda.


| 41º10'16''N | 8º35'18''W | porto | 2007 |

segunda-feira, maio 25, 2009

quinta-feira, março 05, 2009