Afinal o apocalipse aparece de mansinho. Primeiro todos vêem pequenas notícias na televisão que não se percebem muito bem. Depois surgem notícias e notícias menos vistosas que a maioria vai considerando alarmistas. Finalmente a colónia muda pela terceira vez de mãos.
Tira o passaporte do bolso de trás das calças e vai desfolhando-o como se estivesse de novo em casa com as BDs do seu pai na mão. Primeiro as do Jodorowsky, depois as do Bilal e finalmente as do Júlio Pinto. Com essa ideia na cabeça sorriu para o vizinho velhote, guardou o passaporte e foi fotografar as crianças.
| Não respire. Pode respirar. | Porto | Outubro de 2005 |
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