Mostrar mensagens com a etiqueta roménia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta roménia. Mostrar todas as mensagens

domingo, abril 29, 2007

De lá para cá.

Os últimos anos deram aos portugueses o re-achamento do Brasil sob a forma de packs de viagens para os hotéis baratos do Ceará.

A música faz o trajecto inverso. Vem do Brasil para a Europa. Três vedetas ensaiam quase simultaneamente o exercício. Maria de Medeiros, Teresa Salgueiro e a Maria João.

Duas notas e uma metáfora.

Não sei quem disse à Maria de Medeiros que ela cantava bem e, se alguém o fez, como é que ela acreditou.

A Teresa Salgueiro fez um disco que nem é europeu nem sul americano. A voz é, como sempre, bonita, mas não tem a ginga brasileira. Não diria que ela foi até à praia de fato de banho completo, mas ouve-se perfeitamente que nunca ela vestirá fio dental.

A Maria João é... bom... dos três, este é o disco que vale a pena ouvir.

;)


| Palatul Parlamentului | Palácio do Parlamento | Bucareste | Maio de 2005 |

quinta-feira, abril 19, 2007

Dan Perjovschi

A exposição do Dan Perjovschi na Culturgest é das coisas mais divertidas que já vi num desses espaços sacralizados a essa espécie de coisa que é a arte contemporânea. Fiz uma pesquisa rápida pelos blogues para tentar perceber qual a vox populi sobre o assunto. Nada. Ou quase nada. Tantas vezes que fico com a ideia que os blogues são meros ecos daquilo que se passa na televisão - sobretudo no mainstream da blogosfera - representando pouco, ou marginalmente aquilo que é a vida quotidiana. Isto aceitando que uma visita a uma exposição de arte contemporânea pode ser encaixada na categoria de "vida quotidiana".

A dita exposição é verdadeiramente a não perder. Tem muito daquilo que eu considero essencial na arte: crítica mordaz, pouco paleio para engrominar, sentido de humor e alguma galhofa com aquilo que há de mais sério - a vida (do próprio artista incluído).

A dada altura recordo-me de ler qualquer coisa do género:
«Romenos em Portugal - Pedintes, Criminalidade, Prostituição, Arte Contemporânea.»

Só quem nunca caiu naquela história de dar duas vezes um euro a um romeno num semáforo é que não percebe como os quatro conceitos estão intimamente ligados.

Finalmente uma das poucas coisas que se pode ler sobre o assunto. Uma crítica feroz com uma máscara de grande radicalidade sobre a questão. Adoro o texto pelas mesmas razões. Tanta conversa fiada só pode mesmo ser galhofa.



| Olha o que desencantei para ti, Dan | Bucareste | Roménia | Maio de 2005 |