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sexta-feira, maio 23, 2008

Cada geração deveria ter o seu momento de glória, onde pudesse jouir sans entraves. Depois disso todos poderiam virar-se do avesso e tornarem-se balofos e chatos como o Cohn-Bendit ou o Serge July. Todos? Não. Quase todos. Que seria da humanidade sem o princípio esperança?



| bruxelas | abril 2008 |

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Impulse

No dia em que descubro que uma das pessoas que me é muito próxima não sabe o meu nome. Isso é... bastante estranho. O livro é, de qualquer forma, maravilhoso.



quinta-feira, janeiro 03, 2008

Isto não é o que parece. :)

A semana passada, com algum do tempo livre que pude ter, tropecei numa lista daqueles que foram eleitos os melhores blogues de fotografia portugueses.

Tenho um amigo que diz que a realidade é algo com o qual, a muito breves espaços, as nossas vidas se cruzam. Começo a achar que ele tem razão. Eu desconheço completamente isso da "realidade". Em certo sentido, acho que me dá alguma sanidade.

Estou velho e rezingão. Ressabiado, diz outro amigo.


Não percebo como entraram na lista o artephotographica e o Foto Café. Num daqueles testes de "descubra o que não faz parte deste grupo", estes dois saltam-me à vista.


| lisboa | setembro de 2007 |

terça-feira, dezembro 04, 2007

As compras pela internet.

Sento-me em frente ao monitor, como já não o fazia há algum tempo. Não só com algum tempo livre, mas sobretudo com disponibilidade mental para escrever qualquer coisa. Ora mas ter disponibilidade não significa que se escreva. E melhor ainda que isso. É que qualquer coisa é mesmo qualquer coisa e como facilmente se depreende deste parágrafo, é fácil dar voltas e voltas sem se dizer nada. Um pouco à José Luis Peixoto. Não diria um estilo, antes uma prática. Detesto-a. :)

Aqui há uns tempos atrás, nem sei bem de que forma, tropecei numa paródia de site nos Estados Unidos (este pormenor revelar-se-á importante para o desenrolar da acção). Click puxa click, gargalhada puxa gargalhada e vai daí em menos de nada estava a pensar que com a desvalorização do dólar, as coisas não ficavam assim muito caras. Comprei pouco menos de dez contos de palermices. E saibam que me custa dar dinheiro aos americanos. É assim uma espécie de princípio simples...

Um dia, estou eu longe de casa (longe de casa é, p.ex., em Lisboa, que não é sequer muito longe bem vistas as coisas) quando me apita o telefone. Sinto um certo frisson. Quem não sente um frisson ao receber um sms, hã?

(DHL) Envio da Thinkgeek dos EUA, carta de porte ****** retido na Alfândega. Pf contactar DHL, ######, Cumprimentos, Daniela

Decido ligar (demonstro alguma inteligência nos meus comportamentos, não é verdade?).

-Boa tarde, estou a ligar para saber o que é necessário para desalfandegar a carta de porte *****. 30€ mais os impostos devidos? Mas a encomenda não chega aos 50€...! E posso ser eu próprio a tratar disso? Muito bem... Faça o que tem a fazer que eu próprio vou à Alfândega. Qual é o horário, sabe-me dizer? Das 09:00h às 12:30h e das 14:00h às 17:00h... Muito bem, que rico horário! [rais parta. c@r@g0 lá para os serviços de alfândega (isto dentro de parênteses rectos sou eu a pensar, não foi o que eu disse à senhora que estava a ser muito educada comigo)]. Sim senhora, fico à espera do vosso contacto.

Assim se passaram três dias úteis até que ontem recebo um telefonema da DHL a dizer-me que toda a papelada estava pronta.

Aviso o chefe de que excepcionalmente chegarei atrasado. Não há crise. Tenho bom ambiente de trabalho e quando me toca a mim também facilito a vida à empresa.

Entro no carro às 08:30h. Detesto pegar no carro à semana. Só para sair do meu quarteirão demoro quase 5 minutos. Detesto conduzir à semana. Vejo o trânsito todo em sentido contrário. Detesto o trânsito matinal dos dias de semana.

Estou sentado em frente à recepção da DHL às 08:50h. Só abre às 09:15h. Juro que me disseram ao telefone que abria às 09:00h. Que interessa isso agora?

A senhora entrega-me a papelada e vou para o aeroporto. Agora começa a aventura. :)

To be continued... [como dizem os americanos]



| porto | setembro de 2007 |

domingo, outubro 21, 2007

A produtividade, ora aí está, quer dizer...

Um dia sentirei inspiração para descrever como reparar uma máquina cujo disco RAID não funciona, ao mesmo tempo que se pensa em mudar radicalmente o template do blogue, ao mesmo tempo que se aprende em simultâneo duas novas linguagens de programação, ao mesmo tempo que se descobr parte do ovo de colombo. Hoje não me apetece.




| porto | setembro de 2007 |

quinta-feira, outubro 18, 2007

Caro deus, um pouco de fé...

Encontrei-o poucas vezes ao longo da vida. Imagino que como pessoa ocupada que é, tenha mais que fazer do que prolongar a sua eterna existência com minudências como é a minha vida quotidiana. No entanto, dos poucos encontros que tivemos, saliento o facto de serem sempre sexta-feira à noite. Percebe-se bem. A sexta à noite é para ele um momento de descontracção, em que ele dá algum espaço para que o seu eterno compincha de profissão, Belzebu, possa por um momento divertir-se sozinho com a sorte dos mortais.

Ele não é muito falador. Compreende-se. A eternidade é muito tempo. Já leu todos os livros, já viu todos os filmes, já apreciou todos os poemas, já desvendou todos os mistérios policiais, já verificou todas as contas bancárias, já ouviu todas as histórias de todos os avós, já atravessou a pé países inteiros, já provou todos os pratos de todas as culturas, já navegou todos os oceanos, já chutou todas as bolas, já disparou todas as máquinas fotográficas, já ouviu todas as línguas, já amou de todas as maneiras e já matou das formas mais selvagens.

Isso explica os monólogos que todos são obrigados a ter com ele. Eu acho isso um disparate, pelo que só tenho monólogos comigo próprio.

Mas numa dessas sextas-feiras à noite, em que descubro que num ápice devo meter-me no carro para trabalhar toda a noite, percebo que o gajo me decidiu dar alguma atenção. Os problemas prolongam-se noite fora, o estômago vazio, o ar condicionado ronca infernalmente... nada do que aprendi me serve para fazer funcionar o equipamento que tenho à frente... Repito várias vezes: «não acredito».

E precisamente às 5:38h, enquanto matraqueio o teclado, no meio de telefonemas que me azucrinam o juízo, observo na consola...

Apr 1 05:38:43.072: %LINEPROTO-5-UPDOWN: Line protocol on Interface Serial0/0/0:5, changed state to down
Apr 1 05:38:44.589: %OSPF-5-ADJCHG: Process 1, Nbr 172.20.50.253 on Serial4/1 from LOADING to FULL, Loading Done
Apr 1 05:38:51.479: %SYS-5-CONFIG_I: Configured from console by joaoluc on vty0
Apr 1 05:38:54.883: %MESSAGE-FROM-HIM: Non believers always did my day.
Apr 1 05:38:56.147: %MESSAGE-FROM-HIM: :)

Num ápice o ar condicionado apaga-se, o velhinho 7500 dá o seu último "ai". Circulo pela sala à procura de um disjuntor disparado. Nada. Tudo parece normal. Mas quando chego junto ao PC ele está com o ecran azul do windows. Repito: «não acredito» e fico à janela a apreciar o silêncio e as luzes amarelas na avenida deserta.

Na segunda-feira seguinte confirmo: as mensagens no servidor SYSLOG terminam às 05:37h. Irra, não acredito.


| Lisboa | Setembro de 2007 |