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domingo, maio 20, 2007

O que fazes?

Esta noite vinha cá escrever qualquer coisa que servisse para responder a uma pergunta que me fizeram um destes dias. Normalmente é das coisas que tenho alguma dificuldade em encontrar uma resposta simples e que seja perceptível.

Mas há aqui uma questão fundamental. E que amanhã não vou trabalhar, mesmo sendo hoje domingo e amanhã segunda-feira. E isso deixa-me sempre uma sensação particularmente agradável.

A sensação de que não faço nada.

:)

maestro da fanfarra

| o maestro da fanfarra | Xinzo de Limia | carnaval | Fevereiro de 2007 |

quinta-feira, maio 10, 2007

Princípios Simples XXIII

Entregar o cartão quando a agremiação mete nojo.

[será que aceitam que entregue definitivamente o cartão de contribuinte?]

mulher mascarada de criança com chupeta na boca
| Xinzo de Limia | entrudo entroido carnaval | Fevereiro de 2007 |

quarta-feira, maio 02, 2007

James Nachtwey

[continuação do chá com bolo]

Acho que podemos admirar as pessoas pelas mais variadas razões. O Nachtwey é admirável por isso mesmo. Pelas mais variadas razões. A fotografia acaba por ser quase marginal na admiração que tenho por ele.

Seria óbvio fazer comparações a outros fotógrafos de guerra - lembro-me muito do Capa - mas fico sempre com a sensação que neste caso a comparação é fraca e perde-se naquilo que são cada uma das personalidades.

O Capa era um bon vivant, mulherengo e basicamente doido bastante para ter desembarcado desarmado na Normandia com as tropas americanas. Não morreu aí e, apesar de ter fotografado, não há praticamente nada para mostrar - excepto uns negativos todos quilhados. Que outro homem teria virado as costas a Ingrid Bergman para ir fotografar guerras?

Nunca ouvi falar o Capa, mas imagino-o nos antípodas daquilo que é o discurso incisivo, calmo e supreendentemente radical do Nachtwey. As fotografias, com as devidas distâncias são muito diferentes, mas sendo mais fácil fotografar hoje do que em 1936, não há dúvida que a fotografia não tem a importância que tinha nessa altura. E essa dificuldade não é desprezável.

[ah a televisão, a televisão...]

Que relevo tem hoje um fotógrafo de guerra, quando as televisões preferem os videos feitos com telemóveis? Os directos são permanentes mas sem qualquer informação e as notícias dadas sem qualquer enquadramento, contextualização ou investigação. O jornalista não se envolve, não estuda, não se dedica - apenas traduz para português e debita o que tem que debitar.

Uma notícia dura uns minutos. Como pode uma fotografia durar mais que isso?

Depois empresto-vos o video, mas entretanto fiquem com um cheirinho como introdução. E claro, mais ainda está para vir... É manter o homem debaixo de olho.

[beijinhos e bom regresso lá para a terra dos caramelos]

topo de uma montanha, envolto em nuvens, nos picos da europa
| Posada de Valdeon | Picos de Europa | Julho 2005 |

sábado, janeiro 08, 2005

De onde vem a vontade de fugir...

Pôncio, nascido e criado em Azevedo de Campanhã, guardava dos seus tempos de infância o desejo paterno de que ele um dia fosse alguém na vida. Foi o seu tio, contrabandista de material electrónico vindo de Andorra e vendido na rua do Loureiro que lhe permitiu abrir o seu primeiro escritório de advocacia. Pôncio nunca quis ser advogado. Pôncio guardava o desejo paterno de ser alguém na vida, mas do que ele gostava mesmo era de futebol.

Jorge Nuno apareceu um dia na vida de Pôncio. Jorge Nuno também gostava muito de futebol. O amor foi revelado público dias depois e casaram-se na Holanda com duas catraias de 24 anos. Durante a lua de mel na República Dominicana, zangaram-se. Isto porque num jogo de futebol entre amigos, Jorge Nuno conseguiu que um penalti inexistente fosse claramente visto por toda a gente.

A minha cidade nem sequer precisava de ser mais bonita para parir gente menos decadente.


| Jardim do Retiro | Dez 04 |