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quarta-feira, abril 09, 2014

E isso não se explica

Há coisas na vida que não se explicam a terceiros. O que é a paixão assolapada. O que é querer dormir e não conseguir. O que é uma dor de dentes. O que é o carnaval de Laza.
Mas pode sempre dizer-se que a vida sem isso é um bocadinho menos vida. Isso não explica, mas ilustra.

| não, não é a morena | laza | entroido | 2014 |

quinta-feira, março 06, 2014

Isto já esteve para fechar

Mas a vida prosseguiu. E num dia de sol, decidiu chover. Ou foi num dia de inverno que decidiu ventar. Ou num dia qualquer voltou a fotografar. Mas era com o telemóvel. Depois acabou-se a bateria e foi ver televisão num blogue. Ou era noutra coisa parecida.
Hã?

| entroido | xinzo das teixugueiras | março 2014 |

domingo, setembro 05, 2010

A vida imaginária do mundo.

Numa tarde em que as nuvens vieram tocar o monte Pindo e em que o vento soprava o frio e a humidade pelos quais toda a península almejavam, um grupo de gnomos vestidos com collants côr-de-rosa e cantando o Mamma Mia dos Abba decidiu descer pela coluna de carga da mini-hídrica de Ezaro, na costa da morte.

Por ali, com o... permanente marulhar das ondas, ninguém se apercebeu do sucedido. Será certamente um acontecimento invulgar e provavelmente irrepetível, até porque de passagem os gnomos foram comentando que seria a última vez que passariam férias em tão sombrias paragens.

Apenas uns turistas que se encontravam de passagem - levando com a aragem e a morrinha nas ventas - se aperceberam do que estava a acontecer. Um deles ainda procurou fotografar por sucessivas vezes o grupo de duendes, mas estes rapidamente desapareceram mar adentro como se fossem pinguins enchapelados e barbudos.

Desse momento ficou esta foto - entalada entre o Pindo e Ezaro. Não faz juz ao momento, mas ilustra em parte o que se pode ver no paraíso.


| ezaro | costa da morte | galiza | agosto 2010 |

segunda-feira, junho 29, 2009

terça-feira, maio 12, 2009

Era uma vez um homem.

Lá em cima há planícies sem fim, há estrelas que parecem correr, há o Sol e o dia a nascer e nós aqui sem parar numa Terra a girar...


| compostela | dezembro 2008 |

segunda-feira, maio 11, 2009

quarta-feira, abril 29, 2009

Querida geração de Abril.

Querida geração de Abril,
é inevitável olhar para vocês que hoje têm mais de cinquenta anitos e pensar neste país que nos deixaram. Não fosse a vossa geração e uma série de coisas talvez fossem um pouco diferentes. Os direitos democráticos, as eleições livres, as organizações sindicais, a escola pública, o serviço nacional de saúde, os feriados de Abril e Maio e até mesmo a liberdade (que como sabem é a amiga baixinha e chata da Mafalda).

É natural que o tempo esmoreça ânimos, relativize convicções e esqueça velhas quezílias. Os processos revolucionários são dados a posições definitivas, a zangas sérias, a reacções no calor do momento. O tempo parece que acelera nessas alturas. Claro, o tempo, é afinal relativo.

E por isso, meus queridos, vocês que fizeram Abril de vez em quando olham para o país e têm uma certa nostalgia. Há inúmeros casos, mas vejam só como os vossos filhos e os vossos netos são sujeitos a situações abusivas por parte de quem, no poder público, mais responsabilidades tem na protecção da sua dignidade.

E ao olhar para os vossos filhos, que nunca mais saem de casa, sentem - estou certo - alguma dor por pensar que o seu mérito é descartável, que as suas competências não são reconhecidas e que por uma linha de currículum são obrigados a trabalhar de graça (no vosso tempo chamava-se a isso escravatura) e quando têm linhas a mais no currículum são obrigados a escondê-las para que não os considerem "desmotivados" no desempenho de funções menores.

Os vossos filhos estão a um passo de não saber o que é a segurança social, apesar de saberem exactamente o que é um recibo verde, um trabalho temporário ou estágio não remunerado. Quando nascem os vossos netos, os vossos filhos não podem ficar em casa. Recibos verdes. Quando estão doentes não podem ficar de baixa. Estagiários. Quando querem comprar casa precisam de fiadores. Bolseiros.

Querida geração de Abril, vocês hoje são gestores de empresas, ministros e secretários de estado. São directores de serviço, chefes de unidade e administradores públicos. São dirigentes sindicais, deputados e presidentes de junta. São donos de cafés, quiosques e sapatarias. Têm uma casa ou duas, dois carros ou três, três telemóveis ou quatro. É verdade que alguns trabalharam a vida toda e a única política que tiveram foi o trabalho. Hoje têm que trabalhar até aos 65 anos. Outros encostaram-se a este e àquele, lamberam as botas a uns e foram lambidos por outros. Tocaram guitarra nos 70, enganaram a CEE nos anos 80 e fugiram aos impostos nos 90. Alguns já estão reformados e outros estão a ser lixados. Todos sempre gostaram de discutir futebol à segunda-feira de manhã. Votaram na esquerda moderada nas sindicais, no centro moderado nas deputais, e na direita moderada nas presidenciais.

Compreendo que quando às vezes olham para os vosso filhos, fiquem um pouco surpreendidos por eles não saberem bem como era a vida antes de 1974. Os vossos filhos não sabem as dificuldades porque vocês tinha que passar. Às vezes, querida geração de Abril, vocês sentem uma certa ingratidão e incompreensão, não é?

Pois é.

Querida geração de Abril, a questão é que em grande medida, estamos fartos de ser os vossos filhos.



| o eterno retorno | entroido | laza | 2009 |

quarta-feira, abril 01, 2009

O génio dos 90 - VIII

1994 - O cometa Shoemaker-Levy espatifa-se em Júpiter. A primeira colisão observada entre dois objectos do sistema solar. Ou pelo menos a primeira a ser documentada.



| rio arnoia | allariz | galiza | fevereiro 2009 |

quarta-feira, maio 23, 2007

This blog went geek

Um dos grandes problemas que se me apresentam é o de passar os streams .wma para .mp3 Em particular o Coyote que não tem um podcast digno de nome, mas enfim... Outros programas têm o mesmo problema e é preciso comê-los de cebolada.

A questão é que nem que não tivesse o velhinho leitor de mp3 que tenho, não me parece que fosse possível ligar outro leitor à internet durante a viagem de eléctrico, ou melhor de metro, para assim ouvir o stream.

Como se resolve a coisa:
-descarregar e instalar o Audacity.
-pôr o dito cujo a funcionar e começar a gravar.
-imediatamente a seguir, executar o dito stream, com o windows media player, quicktime ou com o que for.
-no fim do programa, parar a gravação no audacity e gravar o mp3 no disco.

Problema principal:
a gravação dura o tempo efectivo do programa... o que nalguns casos pode significar deixar a coisa a correr mais de uma hora. :|

Para passar outros codecs (que não streams) para mp3: O mediacoder resolve tudo.

O blogue voltará em breve à sua normalidade introspectiva.

tocadores de metais
| Xinzo de Limia | carnaval | Fevereiro de 2007 |

domingo, maio 20, 2007

O que fazes?

Esta noite vinha cá escrever qualquer coisa que servisse para responder a uma pergunta que me fizeram um destes dias. Normalmente é das coisas que tenho alguma dificuldade em encontrar uma resposta simples e que seja perceptível.

Mas há aqui uma questão fundamental. E que amanhã não vou trabalhar, mesmo sendo hoje domingo e amanhã segunda-feira. E isso deixa-me sempre uma sensação particularmente agradável.

A sensação de que não faço nada.

:)

maestro da fanfarra

| o maestro da fanfarra | Xinzo de Limia | carnaval | Fevereiro de 2007 |

quinta-feira, maio 10, 2007

Princípios Simples XXIII

Entregar o cartão quando a agremiação mete nojo.

[será que aceitam que entregue definitivamente o cartão de contribuinte?]

mulher mascarada de criança com chupeta na boca
| Xinzo de Limia | entrudo entroido carnaval | Fevereiro de 2007 |