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quinta-feira, outubro 09, 2008

E agora algo completamente diferente...

Acho que se me perguntassem de repente, num impulso imprevisto, numa interrogação inesperada, se era a favor ou contra o casamento de homossexuais, diria obviamente que sou contra.

Mas pronto, o mundo não é a preto e branco.

Transcrevo parte de uma conversa que tive há dois anos:

<2006>
A questão é então a seguinte: o casamento civil existe. Certo. Há hetero que se querem casar. Certo. Há homos que se querem casar. Certo. Estou disposto a apoiar todos os passos a dar no sentido dessa igualdade? Estou. Mas a minha opinião sobre o casamento mantem-se. É uma coisa que é mais do âmbito dos direitos de propriedade, das heranças, partilhas e quejandos do que do âmbito dos afectos. Para que serve o casamento? Para reproduzir práticas sociais civis que resultam de hábitos culturais determinados historicamente por práticas religiosas. Reconheço nuances em tudo isto, mas assim percebe-se melhor o argumento. :)

Portanto: queremos igualdade? Sim. Queremos casar-nos? hummm... não.
Analogia: Queremos que as mulheres vão à tropa? hummm... sim. Queremos que homosexuais o possam fazer? humm... Sim. Queremos nós próprios bater lá com os costados? Nem pensar!




| Pride LGBT | Lisboa | Junho 2004 |

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Menina e moça.

De acordar de manhã e estar sempre sol e calor.
Das mercearias indianas no intendente.
Das natas quentes comidas em Belém, mas tratadas por outro nome.
Dos passeios a pé pelas calçadas.
Dos aviões a passarem tangentes aos prédios.
Do Tejo visto de longe.
Das muitas línguas faladas por todo o lado.
Das manifestações com muita gente.
Das salas de cinema onde se pode ir sem ter carro.
Das escadas rolantes até ao bairro alto.
Dos comboios e do metro.
Do cheiro a sardinhas no verão.
Da sensação de estar sempre num bairro pequenino, assim que se sai de uma grande avenida.
Do cartaz cultural sempre cheio.
De grande parte dos lisboetas que conheço.
E claro, dos eléctricos para cima e para baixo.


[este texto esteve para começar com a frase «de que gosto eu em Lisboa». Mas depois mudei de ideias.]


| eléctricos | sé | lisboa | dez 2007 |

sexta-feira, outubro 05, 2007

Bloco de notas.

a) Um aperto no peito.
[e algum, posso dizê-lo, orgulho.]

b) Um sorriso:
«(...)como as pessoas que se julgam importantes falam com mais à-vontade de guerras e mortos do que de corpos e sexo, que é coisa que toda a gente tem ou faz.»
[Isto aplica-se a algumas pessoas que eu conheço...]

c) uma gargalhada:
Não gosto de amadores, nem da Amadora. Mas gosto de amantes.
[sobretudo vindo de alguém que parece um tonto vaidoso, que fotografa medianamente e, só por vezes, acerta no que escreve. Aqui, no meio de tanta coisa, acertou nalgumas.]



Acabo de descobrir que a Olympus mjuII com que fotografei nos últimos tempos tem personalidade própria e provoca uns efeitos estranhos na película. Provavelmente uma entrada de luz.


| miradouro da graça | lisboa | setembro de 2007|

quinta-feira, julho 01, 2004