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sexta-feira, novembro 04, 2011

O século XXI for dummies

Farrolas, se gostares de uma coisa, carregas nesse botão que diz que tu gostas de uma coisa e essa coisa que tu gostas fica a saber que tu gostas dessa coisa e as outras pessoas que gostam ou não dessa coisa também ficam a saber se tu gostas ou não dessa coisa e então há uns senhores na américa que se lembraram disso e arranjaram maneira de fazer dinheiro com pessoas que gostam de coisas e carregam em botões e com outras pessoas que ficam a ver de que coisas as pessoas gostam ou não gostam.

| aachen | alemanha | 2011 |

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Ora aí está um ano que é número primo.

Que em 2011 o IVA a 23% seja do vosso inteiro agrado. É bom que, num ano em que muitas coisas se prevêem um pouco por baixo, alguma coisa possa andar por alto. E sejam optimistas: até 100% o IVA ainda pode subir muito. Na verdade pode subir acima de 100% mas isso não seria uma imagem tão elegante.

Depois espero que as autoridades policiais americanas se possam divertir muito com as vossas impressões digitais e dados biométricos, que o nosso ministro da administração interna, numa atitude de magnânimo interesse planetário, galáctico e mesmo universal, acaba de fornecer ao governo dos Estados Unidos. Em suma... Wikileaks: nem pensar; Dados dos cidadãos portugueses: não há problema nenhum.

E para começar... Janeiro será um mês divertido. Teremos o cabecilha daquela quadrilha de bandidos que gamou anos a fio fundos europeus, ocupou o aparelho de estado com toda a sua família em 4º grau e fundou (para o poder melhor assaltar) um banco, como presidente da república - eleito à primeira volta e com uma votação à kim il sung.

Certamente haverá lá para meio do ano uns bons jogos de futebol da selecção ou dos clubes que farão boa figura nas televisões estrangeiras e nos encherão de orgulho de como o país é nobre e as gentes generosas.

Finalmente, não se esqueçam do significado subtil da expressão "levantai hoje de novo o esplendor de Portugal". E para o perceber, não precisam de ouvir o hino de trás para diante.

De resto espero que leiam um bom livro de quando em vez, que ouçam a música que vos dê na gana, que digam o que pensam, que pensem e que fotografem com gosto.

Então um bom ano de 2011 para os senhores e para as senhoras, sim?



| a vaca sisuda e eu próprio | foto ou coisa parecida do luis duarte | porto | dezembro de 2010 |

quarta-feira, dezembro 01, 2010

sexta-feira, novembro 05, 2010

Newton 1 - Heisenberg 0

Olho para o estado do tempo para Domingo. Choverá. Estará frio. Não se fala disso.

Olho para a dívida pública portuguesa. Parece que continua como nos últimos anos. Mas fala-se disso.

Tenho uma galinha no congelador. Acho que a vou meter em cerveja e preparar um caril. Tenho que ponderar bem esta questão. Andarei a comer galinha durante uma semana, é bom que fique do meu agrado.

Reparei há pouco que esta é a entrada 445 no meu blogue. Ando no Blogger desde 2001, mas isto começou apenas em 2004. Por desafio de alguém que agora não bloga. Eina. :)

Fui rever uma coisa que me andava a atormentar. Que idade tinha eu quando "isto" tudo começou? Foi dia 6 de Outubro de 1985. Lembro-me vagamente. Preferia ter outras recordações.

E depois? Depois, como diria o Bom Povo, ninguém diga que está bem. Não somos nós que pairamos sobre a realidade, é ela que nos acerta no meio da testa. Mas ao contrário do que imaginava em 1985, a realidade é muito mais previsível.



| não é um acelerador de partículas | aeroporto de frankfurt | novembro 2010 |

domingo, novembro 08, 2009

De olhos vidrados

Revi ontem à noite as imagens da tomada das fronteiras em Berlim e consequente destruição do muro nos dias seguintes.

Dou aqui o meu pequeno contributo para que um dia, uma pesquisa no google pela palavra cretino, tenha como resultado o avante.


| para os lados de penhas juntas | vinhais | outubro | 2009 |

sábado, novembro 07, 2009

sexta-feira, outubro 02, 2009

quarta-feira, julho 22, 2009

Edgar Martins, artista circense.

Recentemente o New York Times, viu-se burlado por Edgar Martins. Na sequência, as fotografias foram retiradas do site e os editores denunciaram a intrujice.

Não há grande coisa a explicar ou sequer a discutir: apesar de anunciar que cria as suas imagens com longas exposições mas sem manipulação digital, verificou-se que no ensaio apresentado a manipulação foi vasta e em certos pormenores grosseira - razão pela qual se viu desmascarado.

Mas o mais decadente é observar as respostas dadas pelo próprio ao Público, em que seguindo o mesmo estilo literário "eu quando estava na administração do BPN nunca vi burlas em lado nenhum" se recusa sequer a admitir que a história foi muito mal contada. «Tenho uma fotografia que mostra um tijolo em cima de uma esponja, que traduz a fragilidade desta situação. Toda a realidade é uma construção».

Imagino alguém (que não eu, claro) a contra-argumentar: «Eu tenho uma fotografia que mostra um nariz de palhaço em cima de um poio, que traduz a ironia desta situação. Toda a fotografia é uma palhaçada de merda.»


Notas:
-As perguntas de Jain Lemos.
-A longa e dispersa discussão no Metafilter.


| duas colunas às 3 da manhã | porto | julho de 2009 |

quarta-feira, março 25, 2009

A propósito de um disparate.

Não considero estas fotos das melhores fotos que já foram feitas sobre o outro lado do dia de Lavadores. :) o_O


| lavadores | março de 2009 |

terça-feira, outubro 14, 2008

A América que admiro.

John Kifner no seu ensaio publicado na dispatches, relata a sua experiência no Afeganistão, aquando da invasão soviética:
«Along the way we met an old man who told us how terrible it was when communists came to his village.
I asked what they did, expecting a tale of atrocities.
"They tried to teach everybody to read," he said. " Even the women and the old men."
That's awful, I agreed politely. What did you do?
"Well, of course, we killed them all," he said. "Would you like to see their bones?"»

E conclui mais adiante sobre o papel do seu país no Iraque:
«When the British general Stanley Maude entered Baghdad in triumph in 1917 he declared to the Iraquis: "Our armies do not come into your cities as conquerors or enemies, but as liberators." Pretty soon the tribes were in an insurgency, kidnapping and killing British officers. Pioneering new technology, the Bristish bombed them from the air. They held an electoral referendum for their chosen king and declared he had gotten virtually all the votes.

Sound familiar?»


| gajas | março 2008 |

quinta-feira, setembro 18, 2008

Básico.

As vidas são um conjunto de projectos sempre inacabados. Este blogue tem essa vantagem. Nunca foi um projecto.

Tive momentos em que seguia com grande atenção grande parte dos blogues. Neste momento tenho os meus favoritos que podiam ser encontrados ali ao lado. Em geral não lia blogues apenas por limitações de tempo. Hoje vou deixar de o fazer pelos mesmos motivos pelos quais deixei de dedicar tempo às televisões generalistas.

Como habitual, passo rapidamente para o teclado alguns pensamentos soltos.

A informação que me chega da Bolívia, chega-me directamente ao correio, vinda de um amigo em Buenos Aires. Em três ou quatro parágrafos, aprendo mais sobre o conflito que em várias notícias que reduzem ao papel de vítima o embaixador golpista norte-americano e reduzem Chavez ao palhaço pobre da diplomacia mundial.

Com o historial de golpes de estado comprovadamente orquestrados pelos Estados Unidos, a América Latina continua a ser abandonada à sua pouca sorte pelas chancelarias dos países desenvolvidos. Mesmo o Nuno Amaral que escreve as suas crónicas no Público, me parece de uma parcialidade e de um empirismo surpreendente (e por isso mesmo inaceitável).

Da mesma maneira recebo da forma mais triste, a notícia de que aqueles que me cederam a sua cama em Baya Honda, quando por ali me vi cheio de febre, viram a sua casa, roupas, plantações e animais serem completamente destruídos pelo furacão Gustav.

Dos Estados Unidos vi alguns directos sobre o furacão (daqueles directos que transmitem zero de informação). De Cuba poucas notícias. Já se sabe: Cuba só existe nas notícias quando as notícias são dadas pelos Estados Unidos.

E aqui volto aos poucos blogues que ainda lia. Irrita-me que o mundo se reduza nestes dias a Barack Obama, a Sarah Palin ou a sei lá o quê. Sobre o LHC só li coisas pobres e mal informadas. Portugal, à falta de melhores notícias quase mergulha numa guerra civil, que entretanto já acabou.

Gosto de ler blogues. Acho que se pode aprender muito. E quero continuar a fazê-lo. Muitas das vezes fazem-me pensar - que é uma actividade que em geral me agrada.

Serei básico, mas nos dias que correm, as notícias chegam-me directamente à caixa de email, daqueles em quem confio e por quem tenho apreço.

Vou mudar o aspecto do blogue para um template básico do blogger. Vou retirar as ligações e deixar de lado o embuste do Adsense.

Vou reconstruir aquilo que leio em função dos meus gostos próprios (por nenhuma ordem em particular): ciência, novas tecnologias, política e esquerda europeia, fotografia, cinema, gajas inteligentes e gajos bons (ou vice-versa) e claro as minhas amizades.

Temo por mim próprio: isto parece-se demasiado com um projecto e por isso o mais certo é não dar em nada. Entretanto volto à escola primária dos blogues. Sigam-me.


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| a "minha" cama | baya honda | cuba | 2008 |

quarta-feira, setembro 03, 2008

Os papéis de Luc.

Ao longo da minha vida, vou guardando pequenos papeis que nunca sei como organizar ou sistematizar. Em geral vou deixando-os pela casa, em diferentes gavetas. Por vezes tropeço com um sorriso nas minhas próprias memórias e constato a sua inutilidade.

Esta tarde deito fora vários papeluchos, onde guardo várias coisas.
O endereço de correio electrónico do Nelson, que com grande simpatia tratou de me ir buscar e levar ao aeroporto.
O endereço electrónico do Félix que me impressionou pela sua cultura, boa disposição e espírito mordaz. E que me recebeu de forma inesquecível em sua casa.
E finalmente um cartão de visita kitsch mas belíssimo. Por cima de uma paisagem de praia tropical, com palmeiras e águas cristalinas, Aidita anuncia: «Se rentam habitaciones con todo o tipo de confort, con aire acondicionado, agua frie y caliente. Telf (53-7) 832 1392». Sigam o meu conselho: é um bom sítio para se ficar em Havana e não é por nada do que é anunciado.

E agora, com algum pesar, tudo isto vai para o ecoponto azul.

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| malecon | havana | cuba | abril 2008 |

quarta-feira, junho 04, 2008

sexta-feira, outubro 05, 2007

Bloco de notas.

a) Um aperto no peito.
[e algum, posso dizê-lo, orgulho.]

b) Um sorriso:
«(...)como as pessoas que se julgam importantes falam com mais à-vontade de guerras e mortos do que de corpos e sexo, que é coisa que toda a gente tem ou faz.»
[Isto aplica-se a algumas pessoas que eu conheço...]

c) uma gargalhada:
Não gosto de amadores, nem da Amadora. Mas gosto de amantes.
[sobretudo vindo de alguém que parece um tonto vaidoso, que fotografa medianamente e, só por vezes, acerta no que escreve. Aqui, no meio de tanta coisa, acertou nalgumas.]



Acabo de descobrir que a Olympus mjuII com que fotografei nos últimos tempos tem personalidade própria e provoca uns efeitos estranhos na película. Provavelmente uma entrada de luz.


| miradouro da graça | lisboa | setembro de 2007|