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sexta-feira, julho 24, 2009

Momento homofóbico-parvo-sexista

Eu queria mesmo era que o Miguel Vale de Almeida se fosse enrolar com a Fernanda Câncio.

Quem não sorrir, é estalinista. :)


| o gang das lx3 ou eu tenho dois amores | porto | julho de 2009 |

segunda-feira, abril 14, 2008

...e o velho não acaba de morrer.

No winamp o «kiss me, kiss me, kiss me» dos Cure, o «Mutantes S21» dos Mão Morta e a colecção de EPs dos Cranes.

Na cabeça uma citação de António Gramsci.

No disco duro, uma série de fotografias antigas. Olho-as. Revejo-me. Escolho uma - com pouca convicção - e vou-me. Voltarei mas não será já a seguir.

Só temos saudades do que não temos, é óbvio.


| B. | Roma | Dezembro de 2005 |

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Insofismável.

Juntava o tempo das suas fezes ao tempo da sua reflexão. Nem sequer se apercebia da verdade triste que isso acarretava. As suas reflexões pessoais tinham a dignidade dos detritos do seu aparelho digestivo. E a mesma importância, já que era semelhante o tempo do dia que lhes dedicava.

Há dois anos e meio que tinha chegado à administração da empresa. O que significava em geral almoços tardios, demorados e agendados com muita antecedência. À noite, ao chegar a casa, encontrava a família cansada e prestes a adormecer.

Enquanto contraia o abdómen, ia mastigando algumas caralhadas. Estava farto dos estados de alma do PSI20 e começava a pensar seriamente o que fazer ao milhão e meio de euros que tinha distribuído por dúzia e meia de fundos e aplicações financeiras. Com 46 anos não lhe restava muita imaginação para o gastar.

A verdade insofismável tinha surgido uns dias antes. Ao fim da tarde, passeando a pé por uma das ruas das redondezas, achou bonita uma puta que certamente tinha acabado de acordar. Tremeu com a revelação: estava morto - a vida acabara naquele momento.

Lavou as mãos e apagou a luz.



| nenhum ser humano foi magoado na realização desta fotografia | graça | porto | dezembro 2008 |

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Desalfandegar uma encomenda.

[continuação do episódio anterior]

Sequência cronológica de acontecimentos.

*Descubro o balcão da Alfândega. Vazio [penso: estou com sorte.]. Lá atrás um homem levanta-se para me atender. Explica-me que antes devo dirigir-me aos serviços do aeroporto.

*Logo em frente estão os serviços da portway. Entrego a papelada que me deram na DHL, assino uns papéis e avanço confiante para a Alfândega.

*Não trouxe o cartão de contribuinte nem sei o número. Não tenho o comprovativo de pagamento do Paypal. O homem da Alfândega não é propriamente muito risonho, mas é bastante solícito. Pergunto-lhe se outra pessoa pode levantar a mercadoria por mim.
-Sim, mas diga então quanto pagou.
-Está aí na nota de encomenda o custo da mercadoria e dos portes, veja lá.
-Muito bem, vamos lá tratar disto. Como isto vem dos EUA ainda vá, se fosse chinês nada feito.
[ufff...]
-O que é que é?
-Uma camisa, roupa de bébé...
[interrompe-me ele antes que eu diga que comprei dois pares de cuecas de mulher. É uma pena. Era a minha oportunidade de lhe sacar um sorriso.]
-Vestuário, não é? Paga 12%.

*Sou chamado a um hangar onde me aparece o caixote que me é dirigido. Fico bastante surpreendido. O caixote é enorme. Estava à espera de um envelope. Lá se abre aquilo e confirma-se que dentro da enorme embalagem estavam meia dúzia de reles peças de roupa.

*Volto para a Alfândega. Entra um guarda fiscal que fala como se estivesse com uma carraspana tremenda. Fala entre dentes e com uma voz abafada. Não percebo patavina do que diz mas percebo que trata quem me atende por Sr. Dr. :|

*Recebo de volta mais uns papeis. Devo agora dirigir-me à tesouraria. Lá vou para o piso de cima. Descubro a tesouraria. Pago 25 euros e pouco. O troco que recebo é tirado de um mealheiro de lata. A fazenda pública tem o seu charme.

*Volto para o piso inferior. Entrego a prova de pagamento, recebo mais uns papeis. Devo agora dirigir-me de novo aos serviços aeroportuários.

*Penso que finalmente me será entregue a encomenda. Puro engano. Devo agora pagar mais 22 euros porque o caixote esteve "estacionado" no armazém 5 dias. Pago. Ainda não é desta que recebo o caixote.

*Devo agora dirigir-me a outro balcão. Entrego a papelada toda, assino mais um papel de não sei quê e zás: tenho nas mãos um caixote enorme (praticamente vazio!) que me custou 100€. :)

Estou chateado? Nem por isso. O que me custa mais é ter que me meter no carro e seguir em direcção ao centro. Detesto ir trabalhar de carro.

Curiosamente, estacionar o carro três horas no centro da cidade é tão barato como deixar um reles caixote pernoitar no armazém do aeroporto de pedras rubras...


| dos balcãs guardo boas recordações de portugal | sófia | junho de 2007 |

segunda-feira, setembro 17, 2007

:)

De repente lembrei-me como teria sido ter uma gaja no quarto do pulha.

A foto que se segue nada tem evidentemente a ver com o assunto.
Lembro-me entretanto que ando há meses para relatar com trivialidades uma mísera viagem de seis dias.

sorrindo
| e. | algures a norte de uma fronteira | fevereiro 2007 |

sábado, junho 09, 2007

Observação inútil.

É estranho como as bananas depois de maduras ficam praticamente negras.


| away | miramar | vila nova de gaia | Fevereiro 2006 |

quinta-feira, maio 31, 2007

Fotoalternativa.net

Surgiu, em 2002 (creio) o site fotoalternativa.net. Estou lá dentro desde essa altura e digo-vos que é das coisas com importância na minha vida desde há uns anos para cá.

Inicialmente era apenas uma ferramenta básica que permitia a comunicação de um conjunto de fotógrafos amadores que se conheciam entre si. A pouco e pouco, o site foi desenvolvendo funcionalidades e hoje é um verdadeiro portal de fotografia.

Para perceber o que distingue este espaço dos restantes que se podem encontrar na Internet em Portugal, tem que se olhar para as fotografias dos seus membros. No entanto, enquanto espaço de discussão, encontro e aprendizagem, o alt escolheu deliberadamente manter privadas a grande maioria das fotografias que nele são publicadas. Para se ter uma ideia, em Maio de 2007 atingiram-se as 50000 fotografias.

Apenas os seus membros têm acesso a estas fotografias, as podem comentar, adorar ou detestar.

Por lá já passaram mais de 300 pessoas, com algumas excepções, todos amadores.

A ideia de criar um blog surgiu da vontade de tornar públicas, com regularidade, as boas fotografias que vão sendo feitas no âmbito deste grupo. E digo-vos que são muitas.

Algumas já são publicadas em blogs pessoais, noutros sites de acesso livre, em exposições ou de outras formas. O blog permitirá no entanto agregar e dar visibilidade a todos estes autores e às suas fotografias.

O fotoalternativa.net é um espaço de fotógrafos; alt.blog é um espaço de fotografias.

Venham ver. E divulguem, claro.

Já agora um recadinho aos que sairam e que eu sei que vão ler isto. Voltem, anormais.


| a mais importante careca do mundo | casa da música | porto | maio 2007 |