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sábado, maio 28, 2011


| veliko tarnovo | bulgária | maio 2011 |

sexta-feira, maio 20, 2011

Na busca do regresso

«Estas águas nascem junto do céu
Estes corpos são puros e sagrados
Trazem junto ao peito os dias luminosos
E aquecem os seus sonhos perto do mar.

Estas praias são feitas do regresso
Ao tempo em que o tempo já não se conta
Há arcos de luz acesos no olhar
Que deixamos no fundo da idade.»

Esta é uma citação de um álbum dos anos noventa que eu me fartei de ouvir com gosto. :)


| na mesma busca do regresso | aeroporto de sófia | maio 2011 |

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Dado (do verbo dar)

Ofereço uma cópia do livro publicado pelo FotoAlt, com o título "Ninguém", aos dois primeiros leitores/as a entrarem em contacto comigo.

Os livros estão atribuídos.



| sófia | bulgária | junho de 2007 |

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Tenho 17 anos e sou feliz.

O adolescente que comigo vive lá em casa não é muito falador. Coisa de adolescentes. Ontem à noite, tocam à campainha por volta das nove. O adolescente era o único suficientemente relaxado e indiferente ao incómodo de nos assaltarem a intimidade. Lá foi ele abrir a porta à vizinha do 12º.

Voltou divertido com a situação. A gata da mulher tinha-lhe "avariado a internet". Como era evidente, tratava-se apenas de um cabo desligado, coisa que se resolveu num ápice. Mas mais importante que isso: voltou falador.

Até às duas da manhã pudemos conversar sobre cinema e música britânica. Sobre como o 24 hour party people é o melhor exemplo de como as melhores coisas da vida se fazem com descontracção e com um sorriso nos lábios. Sobre como o Nine Songs, apesar de tão bem filmado é o melhor exemplo sobre a forma como a música britânica dos últimos anos está num ciclo ascendente de aborrecimento. E claro, de como o Control é um filme belíssimo sobre uma história demasiado triste para ter sido tão mal contada tantas vezes.

Esta manhã ao acordar só pude sorrir ao ouvir ao longe o Bela Lugosi's Dead. Era a versão dos Nouvelle Vague, claro.


| jogadores de xadrez | plovdiv | junho de 2007 |

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Desalfandegar uma encomenda.

[continuação do episódio anterior]

Sequência cronológica de acontecimentos.

*Descubro o balcão da Alfândega. Vazio [penso: estou com sorte.]. Lá atrás um homem levanta-se para me atender. Explica-me que antes devo dirigir-me aos serviços do aeroporto.

*Logo em frente estão os serviços da portway. Entrego a papelada que me deram na DHL, assino uns papéis e avanço confiante para a Alfândega.

*Não trouxe o cartão de contribuinte nem sei o número. Não tenho o comprovativo de pagamento do Paypal. O homem da Alfândega não é propriamente muito risonho, mas é bastante solícito. Pergunto-lhe se outra pessoa pode levantar a mercadoria por mim.
-Sim, mas diga então quanto pagou.
-Está aí na nota de encomenda o custo da mercadoria e dos portes, veja lá.
-Muito bem, vamos lá tratar disto. Como isto vem dos EUA ainda vá, se fosse chinês nada feito.
[ufff...]
-O que é que é?
-Uma camisa, roupa de bébé...
[interrompe-me ele antes que eu diga que comprei dois pares de cuecas de mulher. É uma pena. Era a minha oportunidade de lhe sacar um sorriso.]
-Vestuário, não é? Paga 12%.

*Sou chamado a um hangar onde me aparece o caixote que me é dirigido. Fico bastante surpreendido. O caixote é enorme. Estava à espera de um envelope. Lá se abre aquilo e confirma-se que dentro da enorme embalagem estavam meia dúzia de reles peças de roupa.

*Volto para a Alfândega. Entra um guarda fiscal que fala como se estivesse com uma carraspana tremenda. Fala entre dentes e com uma voz abafada. Não percebo patavina do que diz mas percebo que trata quem me atende por Sr. Dr. :|

*Recebo de volta mais uns papeis. Devo agora dirigir-me à tesouraria. Lá vou para o piso de cima. Descubro a tesouraria. Pago 25 euros e pouco. O troco que recebo é tirado de um mealheiro de lata. A fazenda pública tem o seu charme.

*Volto para o piso inferior. Entrego a prova de pagamento, recebo mais uns papeis. Devo agora dirigir-me de novo aos serviços aeroportuários.

*Penso que finalmente me será entregue a encomenda. Puro engano. Devo agora pagar mais 22 euros porque o caixote esteve "estacionado" no armazém 5 dias. Pago. Ainda não é desta que recebo o caixote.

*Devo agora dirigir-me a outro balcão. Entrego a papelada toda, assino mais um papel de não sei quê e zás: tenho nas mãos um caixote enorme (praticamente vazio!) que me custou 100€. :)

Estou chateado? Nem por isso. O que me custa mais é ter que me meter no carro e seguir em direcção ao centro. Detesto ir trabalhar de carro.

Curiosamente, estacionar o carro três horas no centro da cidade é tão barato como deixar um reles caixote pernoitar no armazém do aeroporto de pedras rubras...


| dos balcãs guardo boas recordações de portugal | sófia | junho de 2007 |

terça-feira, outubro 02, 2007

Dia 7.1

Estou sentado sozinho no meio do aeroporto. Tenho nas mãos uma garrafa de água que devo acabar de beber antes de passar pelo controlo de segurança. Ao meu lado senta-se um homem. Senta-se e suspira. Olha para mim. Não ligo. Olha para mim de novo e pergunta-me: "Monsieur, vous parlez français?".

É Engenheiro Mecânico a estudar/trabalhar na Bulgária. Em cinco minutos conta-me como perdeu o avião para a Argélia. O autocarro que o trazia de Varna para o aeroporto atrasou-se e o próximo avião é dentro de uma semana.

Estava a dormir no aeroporto. Sem dinheiro para ficar alojado num hotel. Sem visto para o espaço Schengen que lhe permitisse encontrar alternativas nos grandes aeroportos do centro da Europa. Sem qualquer apoio da embaixada argelina. Na Argélia já era fim-de-semana. Na Europa o fim-de-semana começava amanhã. A máquina de fazer salsichas, que é a burocracia fronteiriça, triturou um homem por engano mas ninguém a pode desligar.

A meio da conversa pergunta-me se conheço alguém na embaixada portuguesa que o pudesse desenrascar. Estava calmo e não me pediu dinheiro. Isso faz-me hesitar e puxar pela carteira. Hesito, hesito e não puxo pela carteira. Sei que 20€ provavelmente o desenrascavam por dois dias.

Dirijo-me ao controlo de segurança. Ninguém saberá da história deste homem. Nem eu próprio me lembrarei dela daqui a uns tempos.

Penso: uma viagem acaba sempre em casa.

[carregar na fotografia abaixo]

Dia 7.0

O conselho que deixo a quem quer que visite Sófia de automóvel: deixem o carro mal estacionado, de preferência num sítio central, numa grande avenida cheia de movimento. O mais natural é que o carro seja multado e bloqueado. A multa, escrita em cirílico, será completamente imperceptível. No entanto bastará ligar para o número de telefone para resolver o assunto. Em menos de 10 minutos o carro estará desbloqueado. A taxa de serviço é muito razoável: 5 euros.

O conselho que deixo a quem quer que visite Sófia de automóvel: não deixem o carro mal estacionado a duas horas de apanharem um avião.


| mercado | sófia | bulgária | junho 2007 |

Dia 6.3

O encanto do percurso de carro pela cordilheira do norte da Bulgária faz-me ranger os dentes contra a pressa. A pressa é uma merda.

Depois de tanta volta, chegados a Sófia ainda de dia, começo a redescobrir na cidade um encanto que me tinha passado desapercebido nas primeiras impressões.

De repente, longe das largas avenidas, pequenas ruelas percorridas pelos eléctricos, jardins onde se joga xadrez e num repente dou por mim com algum conforto a ouvir falar português no meio de um grupo de búlgaros.


| xadrez | sófia | bulgária | 2007 |

Jantamos no Gepeto, carne grelhada - claro -, saladas - claro - e iogurte - claro. É a última refeição quente. Sente-se o fim da festa.

É evidente que tenho vontade de voltar a casa, até porque as férias continuarão nas semanas seguintes, mas sinto algum pesar pelo fim destas férias em particular.


| teatro nacional ivan vazov | sófia | bulgária | 2007 |

segunda-feira, outubro 01, 2007

Dia 6.1

A única discussão sobre o planeamento das férias tinha sido a passagem em Veliko Tarnovo. Eu tive que forçar a visita à antiga capital búlgara. Ficou acertada uma tarde para visitar a cidade, visita essa que acabou por ficar reduzida a menos de hora e meia. Das cidades búlgaras era a que tinha mais curiosidade em conhecer e a verdade é que fiquei com aquela sensação que ainda lá voltarei em dias da minha vida.

Chegámos lá depois de parar por pouco tempo em Kazanlak por causa de uma desdita essência de rosas. Almoçámos por menos de uns trocos numa tasca para camionistas no meio da montanha entre Kazanlak e Gabrovo.

A fotografia ao longe do Tsarevets - a cidadela antiga agora desabitada - ficou lixada por um reflexo da própria máquina na janela do hotel onde lanchámos. Não era esse o objectivo.

tsarevets
| tsarevets | veliko tarnovo | bulgária | junho 2007 |

Dia 6.0

Acordar às 06:45h. Atravessar um país de lés-a-lés em menos de nada. Lembro-me da estrada de Valladolid a Burgos. Gostava de poder parar em cada aldeia de berma de estrada. Não posso. Há maratonas que só se fazem nas férias. O avião não espera.

Numa mija de beira de estrada, disparo mais uma. Não me lembro de ver girassois na estrada para Valladolid.


| campo de girassois | na estrada entre burgas e kazanlak | bulgária | 2007 |

quinta-feira, setembro 27, 2007

Dia 5.6

Num hotel lotado, estranho como usamos a piscina praticamente sem companhia. Os restantes hóspedes usam-na durante o dia, com muito calor e com muito sol. Nós usamo-la antes do pequeno almoço ou tardiamente à hora de jantar.

O hotel prepara animações para os hóspedes. Aprecio ao longe as encenações na esplanada feitas, parece-me, à medida dos alemães. Os velhotes são os mais animados. Divertem-se, riem e conversam entre si. Os casais com crianças têm as mesmas trombas que teriam no final de um dia de trabalho. Aborrecem-se de morte e de certeza que não fizeram sexo uma única vez em todas as férias.

Em frente à piscina penso para mim mais uma vez: horrível. E um pouco em segredo, enquanto os ouço conversar, pouso a máquina nas espreguiçadeiras e retenho mais uma memória.

auto-retrato de joaoluc
| em frente à piscina | nesebar | bulgária | junho 2007 |

Dia 5.3.4.5

Nesebar
| sozopol | bulgária | junho 2007 |

A piada seca era a seguinte. Estávamos alojados no hotel Iberostar Festa. As estrelas ibéricas éramos nós e festa era o que nos esperava. Como qualquer piada seca, puro trocadilho de palavras de relevo desprezável.

Naquela tarde o melhor que aquele hotel tinha para me oferecer era uma cama e um quarto fresco para dormir uma sesta.

Burgas
| burgas vista da janela do carro | bulgária | junho 2007 |

Ao fim da tarde, em frente a uma praia feia q.b., o S. mostra-me indignado com a forma como a praia tinha sido privatizada. Aproveitando o facto de as marés no mar negro serem minúsculas, toda a praia estava cercada por um cordel até à água. Quem se quiser deitar na areia tem que pagar. Por ali o capitalismo foi compreendido num ápice.

O sol põe-se em terra, de costas para o mar. É estranho.
uma cerveja em frente ao mar
| meia cerveja burgasko | e o mar negro | nesebar | bulgária | junho de 2007 |

quarta-feira, setembro 26, 2007

Dia 5.2

Disparo mais uma snapshot. Espanta-me que, paredes meias com a Roménia, não haja Dacias. Os Ladas também servem. Na fracção de segundo em que o obturador permite a passagem de luz até ao ccd da máquina o mundo passa a dividir-se em duas partes irreconciliáveis. Aqueles que olhando para esta foto sabem porque é que ela foi feita e os outros.

um lada em Sozopol

| lada | sozopol | bulgária | junho 2007 |

terça-feira, setembro 25, 2007

Dia 5.1

Sozopol é (era) uma vila piscatória junto ao mar negro. O encanto que tem resulta mais do facto de não ter milhões de turistas germânicos, britânicos e escandinavos do que propriamente da sua beleza.

À beira mar os barquinhos. No interior as casinhas de madeira. Muito bonito para os postalinhos. De resto muito chato.

[assim se escreve Sozopol em cirílico, tem o seu encanto, não é?]


| sozopol | bulgária | junho 2007 |

Dia 5.0

Todas as horas apresentadas são em fusos horários diferentes e todos eles fictícios.

08:30h Ninguém na piscina do hotel. Ninguém vírgula, três portugueses mergulham ainda antes do pequeno almoço na água morna.

10:00h Direcção: Sozopol. Tinham-nos avisado... Sozopol estaria mais bem conservado e teria mais interesse do que Nesebar. Vamos lá espreitar então.

10:20h Passámos pelo interior da cidade portuária de Burgás. Horrível. :)

10:30h Estação de serviço. Tirar as primeiras snapshots do dia com a digital. Já tinha referido que estava calor?


| lukoil | a sul de burgas | bulgária | junho 2007 |

domingo, setembro 23, 2007

Dia 4.2

Das coisas mais bem inventadas dos tempos modernos é a proibição de fotografar. Lembro-me dos tempos em que não se podia fotografar nos aeroportos. Imagino que tenham percebido que a gosma suicida não precisasse das fotografias para nada. Ainda me pus a puxar pela cabeça porque razão não se poderia fotografar na igreja arménia de Plovdiv. Porque poderia ser atacada à bomba por integralistas Turcos? Porque é demasiado pobre para ser mostrada em público? Porque tem dizeres obscenos escritos em arménio nos tectos? Não faço ideia.

Pode uma cidade resumir-se a um fabuloso gelado? Não é bem assim. Pode uma cidade resumir-se a um passeio por um jardim onde se joga xadrez, a uma estação dos correios de estilo neo-realista e a um fabuloso gelado? Pode.

Partimos de Plovdiv a seguir ao almoço, atravessando metade do país com temperaturas acima dos 40ºC. Felizmente alugámos um Toyota, penso várias vezes.

À chegada a Nesebar penso no terrível erro cometido. Passaremos duas noites num sítio que parece Albufeira ou, melhor ainda, a Quarteira. Repito inúmeras vezes: «isto é horrível», até que os meus companheiros de viagem me proíbem de usar a palavra.

No balcão do hotel perguntamos como nos dirigimos até à cidade antiga (património mundial). A funcionária admira-se com a nossa pergunta. Mau presságio, penso eu, enquanto repito: isto é horrível.

moinho em Nesebar
| moinho | nesebar | bulgária | junho 2007 |

Depois de um jantar tardio em que não paro de transpirar, percorremos a pé a cidadela de Nesebar. À entrada do istmo, o velho moinho comunitário. Lá dentro, parece-me que acabei de entrar na feira de Espinho. E na verdade recebo de oferta uma camiseta do escrete, comprada nos ciganos.

Já passa da meia-noite, o calor continua insuportável. É a hora do S. se juntar aos búlgaros que tomam banho de mar. Eu fico nas margens a vê-lo misturar-se no negro do mar.

à noite, um homem entra mar adentro

| o homem laranja no mar negro | nesebar | bulgária | junho 2007 |

quarta-feira, setembro 19, 2007

Dia 4.1

Sentado numa esplanada sobre as ruínas do teatro romano percebo que atrás de mim se conversa muito, mas com muitas pausas. Duas mulheres reflectem nas palavras; param para pensar. De repente uma delas levanta-se e, ali mesmo, em frente aos papalvos dos portugueses, começam a explicar passos de dança.

Há de certeza quem teorize sobre a possibilidade de um país poder ser analisado pelas conversas que decorrem nos seus cafés. Em Portugal fala-se de futebol, em Inglaterra fala-se de Portugal, na Bulgária fala-se de dança.


| mãos ao alto | plovdiv | bulgária | junho 2007 |

Dia 4.0

Não faço ideia como era. Se era uma daquelas manhãs em que não me apetecia olhar ao espelho. Se era uma daquelas manhãs em que me apetecia dar um empurrão na balofa que não me deixa sair do metro. Se era uma daquelas manhãs que não me apetecia escrever. Se era uma daquelas manhãs em que não me apetecia dormir nem me apetecia acordar. Acho que não. Não me lembro bem.

Lembro-me que a senhora ficou muito baralhada com os nossos pedidos de pequeno-almoço. Recusámos os menus pré-definidos e trocámos as voltas a tudo. Na mesa apenas leite, pão e fruta. O hotel ficou a ganhar e nós também. Era uma daquelas manhãs em que não me apetecia comer carne ou ovos de manhã. Disso lembro-me bem.


| eu e o p. | hotel nord | plovdiv | bulgária | junho 2007 |

domingo, setembro 09, 2007

Dia 3.2

Da noite, elenco as minhas impressões por ordem de importância:

1- Ainda o calor. Milhões de mosquitos febris e famintos descarregam sobre as minhas pernas a sua natureza. Mato uns quantos, mas a batalha é desigual. Guardarei de Plovdiv recordações para uns dias.


| centro de plovdiv | à noite | junho de 2007 |

2- Há muito que não me sinto missionário das minhas próprias opiniões. Sobretudo não me sinto refém de grandes certezas quando efectivamente não as tenho. Ao jantar, abandono um amigo entregue ao seu próprio monólogo sobre a capacidade de acção para mudar a política mundial. Creio que isso é aos seus olhos mais grave do que defender a tese oposta. Na verdade naquele momento preocupavam-me mais os mosquitos.

3- Há quem se aperalte para a noite com t-shirt de marca. Eu tiro da mala a primeira coisa que me vem à mão. Durante a noite perguntam-me o que tenho escrito ao peito. Olho para mim próprio e vejo que proclamo em castelhano solidariedade com os indígenas Guatemaltecos Há quem se ria com a ironia. Nada posso fazer. Sempre achei uma estupidez o fétiche de vestir roupa de marca apenas pelo estatuto que implicitamente ela daria. A verdade é que a minha t-shirt nada fará para ajudar quem quer que seja na Guatemala, ainda assim, serve-me para excretar alguma bílis.

4- Durmo despido num quarto que continua abafado, mesmo com o ar condicionado ligado. De manhã olho para o chuveiro: não é mais que um ralo ao lado da sanita. Adoro os balcãs.


| um atleta | plovdiv | junho de 2007 |